Operação para retirar egípcios acampados na praça Tahrir também deixa 71 feridos

Manifestante mostra mão suja de sangue após confrontos na praça Tahrir
AP
Manifestante mostra mão suja de sangue após confrontos na praça Tahrir
O Ministério da Saúde do Egito informou neste sábado que uma operação para retirar manifestante da praça Tahrir, no centro do Cairo, deixou um mortos e 71 feridos. Relatos de testemunhas, que não foram confirmadas de forma independente, dizem que a ação deixou dois mortos.

As forças de segurança entraram na praça Tahrir na madrugada deste sábado para retirar os manifestantes que exigiam que o ex-presidente Hosni Mubarak e sua família fossem julgados por corrupção. O protesto começou na sexta-feira e reuniu centenas de milhares de egípcios.

Os militares teriam entrado na praça disparando para o alto e acertando os manifestantes com bastões.

Autoridades de segurança do Egito negaram as acusações de que foram usadas balas verdadeiras contra os manifestantes.

A praça Tahrir se transformou no centro simbólico dos protestos que levaram à renúncia de Mubarak em fevereiro, depois de quase 30 anos no poder.

Após os confrontos desta sábado, muitos dos manifestantes já voltaram para a praça Tahrir. Eles afirmam que não vai sair do local até que suas exigências sejam atendidas.

Além do julgamento para Mubarak e sua família, os manifestantes também querem a renúncia do substituto do líder interino do Egito, Mohammed Hussein Tantawi. "Tantawi é Mubarak e Mubarak é Tantawi", gritavam os manifestantes na praça.

Com BBC

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