China pede fim da violência na Síria

Em Damasco, representante chinês pede fim dos conflitos que deixaram mais de 5 mil mortos, segundo a ONU

BBC Brasil |

selo

O enviado especial da China à Síria, Zhai Jun, pediu que todos os lados envolvidos no conflito no país ponham fim à violência que já deixou mais de 5 mil mortos, segundo estimativas da ONU.

Leia também: Países do Ocidente pressionam Síria no Conselho de Segurança da ONU

AP
Vice-chanceler chinês, Zhai Jun, fala à mídia em Damasco, Síria
Zhai Jun, que é o vice-ministro das Relações Exteriores da China, chegou a Damasco , a capital síria, na sexta-feira, para uma visita de dois dias. Neste sábado, ele se reuniu com o presidente sírio, Bashar al-Assad.

Segundo informações da TV estatal síria, Zhai Jun teria dito que apoia a iniciativa síria de realizar um referendo propondo reformas constitucionais, marcado para 26 de fevereiro, e a subsequente realização de eleições parlamentares.

Reação: Oposição síria pede boicote a referendo em mais um dia de violência

Mas a oposição diz ser inaceitável realizar o referendo em meio à onda de violência no país e diz que o texto da consulta popular concede poderes excessivos ao presidente. De acordo com a TV síria, Zhai Jun afirmou que ''a posição da China é a de pedir que o governo, a oposição e os rebeldes cessem os atos de violência imediatamente''.

Posição chinesa

''Esperamos que o referendo sobre a nova Constituição e as próximas eleições parlamentares transcorra de forma tranquila'', afirmou Zhai Jun. A China e a Rússia votaram contra uma recente resolução proposta pela Assembleia Geral da ONU de exigir que Assad pusesse fim à violência e renunciasse.

Um editorial na edição deste sábado do jornal chinês Global Times, pertencente ao Partido Comunista Chinês, afirmou que o voto da China ''mostrou a coragem do país de verdadeiramente se expressar e de calmamente marcar sua posição. É errado cegamente se alinhar ao Ocidente a cada voto''.

Tortura

O grupo de direitos humanos Anistia Internacional disse ter obtido novas provas de que as forças sírias estão utilizando tortura contra opositores do governo. Neil Sammonds, um pesquisador da Anistia Internacional, afirmou que um homem teria tido sua mão partida por explosivos após ter se recusado a rezar diante de uma foto do presidente Assad.

Outros sírios abrigados em um campo de refugiados no Jordão disseram que prisioneiros na Síria estão sujeitos a longas sessões de espancamentos, ficam suspensos em posições dolorosas e são encarcerados em locais exíguos. Um prisioneiro disse ter sido forçado a testemunhar o estupro de outro detento do sexo masculino.

    Leia tudo sobre: síriamundo árabeassadliga árabeprimavera áraberússiaonuchina

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG