Chefe de ajuda humanitária da ONU entra em Baba Amr, na cidade de Homs

Valerie Amos teve permissão para entrar em região sitiada na Síria depois de se reunir com chanceler em Damasco

iG São Paulo |

O Crescente Vermelho sírio, braço da Cruz Vermelha no país árabe, afirmou que a chefe para ajuda humanitária da ONU, Valerie Amos , conseguiu entrar no bairro de Baba Amr, em Homs, sob ataque das forças sírias desde o início de fevereiro.

AP
Sírios fazem procissão em homenagem a mortos em conflito no bairro de Rastan, em Homs (7/2)
Acompanhada de oficiais do Crescente Vermelho, Amos esperou cerca de uma hora para conseguir entrar na região sitiada da cidade. A informação foi dada pela chefe do comitê de emergência da organização, Khaled Erq Sousi, à Associated Press.

Conflito: Sírios temem que levante cause guerra sectária igual à do Iraque

A permissão ocorre depois de Amos se reunir com o ministro das Relações Exteriores do sírio, Walid al Moualem. Ela manterá novas reuniões com autoridades sírias e do Crescente Vermelho, para garantir que a ajuda humanitária chegará sem obstáculos às cidades sírias, especialmente a Homs.

Equipes de ajuda humanitária da Cruz Vermelha esperam desde sexta-feira para conseguir entrar no distrito, mas autoridades sírias bloquearam sua passagem alegando perigo e riscos de ataque por artilharia aérea.

Na semana passada, o Conselho de Segurança da ONU fez um apelo às autoridades sírias para que permitissem a entrada de Amos no território sírio.

Os 15 países do conselho também afirmaram em um comunicado, aprovado por unanimidade, que "deploram" a deterioração rápida da situação humanitária no país, onde a repressão do governo aos manifestantes pró-democracia deixou mais de 7,5 mil civis mortos ao longo de 11 meses, de acordo com a ONU. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, no entanto, são 8,5 mil as vítimas nos conflitos na Síria.

Baba Amr tem sido alvo de ataques e bombardeios por forças sírias há mais de um mês. Segundo ativistas, desde que foi tomada dos rebeldes, Baba Amr tem sido palco de atrocidades cometidas por militares leais ao regime de Bashar al-Assad.

Os EUA propuseram na terça-feira aos demais membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU um novo projeto de resolução sobre a Síria, que pede o fim da violência e o acesso imediato aos funcionários humanitários, além de dar apoio à iniciativa de transição da Liga Árabe.

Ataque: Obama descarta ofensiva unilateral dos EUA na Síria

A embaixadora americana na ONU, Susan Rice, apresentou o texto aos representantes de Rússia, China, França e Reino Unido, em reunião a portas fechadas que também teve a participação do Marrocos como representante do grupo de países árabes.

O projeto de resolução tem uma vertente humanitária e também política, e pede o fim da violência tanto às autoridades sírias como à oposição, além de condenar as violações dos direitos humanos cometidas pelo regime de Assad.

O presidente americano, Barack Obama, caracterizou uma ação militar unilateral dos EUA contra o regime sírio de Bashar al-Assad como um "erro" , afirmando que a situação no país é mais complicada do que na Líbia, onde uma ofensiva militar da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) ajudou a depor o regime de Muamar Kadafi no ano passado.

*Com AP

    Leia tudo sobre: síriahomsbaba amrmundo árabeassadvalerie amos

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG