Cairo vê novo confronto em meio a protesto por reforma na força de segurança

Homens carregando facas e facões e atirando tijolos e bombas se confrontaram com manifestantes na sede das forças de segurança

Reuters |

Homens vestidos em trajes civis e armados com facões e bombas atacaram manifestantes na noite deste domingo em Cairo, durante um protesto por uma reforma dos serviços de segurança, que têm reputação de brutalidade, disseram testemunhas.

Dezenas de homens carregando facas e facões e atirando tijolos e bombas se confrontaram com manifestantes na sede das forças de segurança do Egito, cujos abusos incitaram os protestos que derrubaram Hosni Mubarak, disseram estas testemunhas.

Esta parece ser a primeira vez que homens à paisana utilizaram a força contra os ativistas pró-reforma na região central do Cairo desde que Mubarak foi forçado a renunciar ao poder para os militares, que foram designados para conduzir a eleições democráticas.

As cenas evocaram os protestos na praça Tahrir por homens leais a Mubarak durante os 18 dias de protestos que levaram à queda do presidente. Desde então, ativistas têm pressionado por reformas profundas, incluindo mudanças na polícia.

Soldados egípcios, nas ruas desde o início do conflito, abriram fogo no ar por vários minutos para dispersar os manifestantes que entraram em confronto com homens descritos como criminosos. A agência de notícias estatal disse que eles estavam tentando invadir o prédio.

Um braço do Ministério do Interior, crítico do aparato de segurança do Estado, disse que ele funciona como agência espiã doméstica

Nos últimos dois dias, os manifestantes invadiram 11 escritórios que pertencem às forças de segurança do Estado em todo o país, buscando documentos que eles temem que sejam destruídos pelos oficiais para encobrir os abusos perpetrados por eles.

"O exército começou a atirar para o ar para nos dispersar", disse Mohammed Fahmy. "Tentamos correr mas encontramos com 200 marginais em trajes civis carregando armas na outra direção", disse ele, que estima o número de manifestantes no momento em 2 mil pessoas. Ele disse, que 15 pessoas ficaram feridas, mas nenhum gravemente.

O conselho militar que governa o Egito desde a queda de Mubarak soltou alerta contra a publicação dos documentos que foram retirados dos escritórios das forças de segurança e apelou para que eles sejam devolvidos.

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