Brasileiros pedem repatriação à embaixada do País na Síria

Segundo Itamaraty, duas famílias fizeram pedido à Embaixada do Brasil em Damasco com medo da violência

iG São Paulo |

Duas famílias sírias com filhos brasileiros pediram repatriação à Embaixada do Brasil em Damasco, capital da Síria, informou o Ministério das Relações Exteriores nesta sexta-feira. O país vive uma crise política desde março de 2011, quando teve início uma revolta popular contra o presidente Bashar Al-Assad.

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AP
Imagem divulgada pela oposição síria mostra casa atacada por forças de segurança em Baba Amr, na cidade de Homs (08/02)

De acordo com o Itamaraty, um dos pedidos foi feito por uma família de sírios com dois filhos brasileiros que vivem perto de Damasco. O processo de repatriação já está em andamento e eles devem deixar o país em breve. Não foram divulgadas datas ou a identidade dos brasileiros.

O segundo caso ainda está sendo avaliado e envolve uma outra família síria com dois filhos brasileiros que vive perto de Homs, cidade alvo de uma brutal operação militar há sete dias , que deixou mais de 200 mortos.

De acordo com o Itamaraty, a família entrou em contato com a Embaixada do Brasil em Damasco para pedir proteção. A eventual repatriação ainda está sendo estudada, mas diplomatas brasileiros já estão em contato com autoridades sírias.

Na quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse que três mil cidadãos brasileiros vivem em Damasco. "Fiz contato com embaixador e esperamos que eles possam ser repatriados o mais rapidamente possível", disse Patriota, em referência à família que vive em Homs, segundo o Itamaraty.

Patriota disse ver com otimismo a possibilidade de retomada dos trabalhos da missão de observadores da Liga Árabe na Síria, com apoio da Organização das Nações Unidas. “Esperamos que essa movimentação diplomática contribua para o fim da violência que está trazendo muitos prejuízos à população civil', afirmou.

O número de vítimas na revolta popular síria varia de acordo com diferentes contagens. Grupos de direitos humanos dizem que 7 mil foram mortos por tropas do governo desde março. O governo afirma que 2 mil integrantes das suas forças de segurança foram assassinados por ativistas.

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A ONU interrompeu a contagem de mortos que fazia, afirmando que é impossível averiguar dados com independência. O último dado divulgado pelas Nações Unidas, no mês passado, é de que 5,4 mil teriam morrido.

Homs, a terceira maior cidade da Síria, virou o principal local de resistência e repressão nos 11 meses de revolta popular, e várias áreas passaram para o controle de desertores do Exército que tentam derrubar o regime.

No sábado, forças de segurança lançaram a mais recente ofensiva contra a cidade, invadindo áreas residenciais e tentando acabar com a resistência para tomar controle de toda a cidade, onde vivem cerca de um milhão de moradores.

Com Agência Brasil e AP

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