Berlusconi nega morte de filho e netos de Kadafi em ataque da Otan

Segundo governo líbio, Saif al Arab, 29 anos, e três netos do ditador líbio teriam morrido em bombardeio em Trípoli em 30 de abril

iG São Paulo |

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, negou uma informação divulgada na Líbia de que um filho do ditador Muamar Kadafi teria sido morto em ataque da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no dia 30 de abril.

EFE
Imagem de TV líbia mostra casa que teria sido destruída por ataque da Otan
De acordo com o premiê italiano, citado pela agência Ansa, a suposta morte do líder "não resulta da coalizão, trata-se de propaganda". Berlusconi acrescentou também que o filho de Kadafi não está na Líbia, mora em outro país, e a história dos três netos que teriam morrido é "infundada".

O chefe de governo italiano fez essas declarações durante programa de TV, que ainda irá ao ar e cujos trechos foram divulgados pela mídia local. "Essas são informações dos nossos serviços", acrescentou Berlusconi, em alusão aparente aos serviços militares italianos.

Segundo o governo líbio, Saif al Arab, de 29 anos, e três netos de Kadafi, Saif (2 anos), Cartaghe (2 anos) e Mastura (4 meses), além de amigos e vizinhos, teriam morrido em um bombardeio da Otan a Trípoli em 30 de abril passado.

No momento do ataque, segundo o porta-voz do governo líbio, Mussa Ibrahim, Kadafi estava em casa com sua esposa, amigos e outros parentes.

Horas depois do ataque, a Otan confirmou em comunicado os ataques "de precisão" contra instalações militares do regime de Kadafi em Trípoli, na Líbia, mas não as mortes de um filho e de três netos do ditador.

Obama

Nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, reforçaram a posição de seus governos de que o líder da Líbia, coronel Muamar Kadafi, deve deixar o poder.

Obama, que visita a capital britânica como parte de um giro pela Europa, afirmou que a comunidade internacional fez "progressos enormes salvando vidas de civis na Líbia". "Kadafi e seu governo precisam entender que não haverá diminuição na pressão que estamos aplicando", afirmou o presidente americano, acrescentando que os Estados Unidos estão "firmemente comprometidos em terminar o trabalho" na Líbia.

Obama disse também que as ações na Líbia foram determinadas pela ONU e contam com a participação de muitas nações, incluindo países árabes, e o objetivo é "salvar vidas e garantir que não tenhamos o tipo de massacre que nos levaria a olhar para trás e nos perguntar por que não fizemos nada".

Cameron afirmou que não há futuro para a Líbia se Kadafi permanecer no poder e acrescentou que a Grã-Bretanha e os Estados Unidos estão analisando "todas as opções" para "aumentar a pressão" contra o governo do líder líbio.

Apesar das palavras duras contra o regime de Kadafi, Obama e Cameron reconheceram que a missão das tropas da Otan na Líbia tem limitações, como a ausência de ações terrestres. "Uma vez que você descarta (o uso de) forças terrestres, existem algumas limitações inerentes às nossas operações de ataques aéreos", disse o presidente americano, acrescentando que essas ações militares precisam ser coordenadas com atividades terrestres da oposição líbia.

*Com AFP e BBC

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