Bastião da oposição síria volta a ser alvo de ataque intenso

Hospital improvisado de Homs foi atingido por artilharia pesada e há imagens de tanques se movimentando na cidade

BBC Brasil |

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A cidade de Homs, bastião do movimento rebelde na região central da Síria, foi alvo de um novo ataque de forças do governo. Ativistas de oposição informaram que 30 foram mortos na cidade nesta terça-feira e outros 20 em todo o país. A informação não tem confirmação independente.

AP
Casas destruídas por ataques do regime de Damasco são vistas no bairro de Baba Amr, na Província de Homs, Síria (20/02)
Segundo o correspondente da BBC em Beirtue, Jim Muir, o último bombardeio contra a Homs é considerado o mais pesado dos últimos dias. De acordo com as últimas informações vindas da cidade, um hospital improvisado foi atingido pela artilharia pesada e imagens de vídeo mostraram o que parecem ser tanques se movimentando em Homs.

O correspondente da BBC afirma que ainda não está claro se esse último bombardeio pode ser o precursor de um temido ataque terrestre ao bairro de Baba Amr. Acredita-se que centenas de rebeldes do Exército Livre da Síria estejam no bairro, e correspondentes afirmam que não se sabe se eles resistiriam a um ataque terrestre.

Um ativista escondido em Baba Amr, identificado apenas como Omar, disse à BBC que o bairro não é mais um lugar seguro. "Estou tentando deixar a área por causa dos tiros e da artilharia pesada que atingiram a cidade. Este é um ataque militar em larga escala contra civis indefesos", disse. Jim Muir afirmou também que prédios foram demolidos na cidade com o ataque desta terça-feira.

Rússia e EUA

A Rússia propôs que a ONU designe um enviado especial para a Síria para ajudar a coordenar a entrega de ajuda humanitária ao país. Rússia e China vetaram resoluções da ONU que condenavam a violência na Síria e davam apoio a um plano da Liga Árabe que visava a encerrar a violência no país.

O senador americano John McCain afirmou, por sua vez, que o governo americano e seus aliados devem encontrar uma forma de ajudar a armar os rebeldes sírios. "É hora de darmos a eles os recursos para reagir e parar o massacre", disse o senador durante uma visita ao Cairo, no Egito.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse, na segunda-feira, que está tentando negociar um cessar-fogo para que suprimentos médicos e alimentos sejam levados a áreas da Síria mais afetadas pela violência.

A rebelião de 11 meses contra o governo do presidente Bashar al-Assad já provocou a mais de 7 mil mortos, segundo grupos de direitos humanos. O governo afirma que 2 mil integrantes das forças de segurança do país foram mortos em combates contra ''gangues armadas e terroristas''.

O governo da Síria está tentando realizar um referendo no domingo , que votará uma proposta de nova Constituição para o país. Segundo o governo, essa nova Constituição é o ponto principal de seu programa de reformas.

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