Rei Hamad Al Khalifa anunciou diálogo nacional para promover reformas demandadas pela oposição no início de julho

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O governo do Bahrein suspendeu nesta quarta-feira o estado de emergência que havia sido imposto em 15 de março, depois do início da onda de manifestações pró-democracia no país.

AP
Policiamento foi reforçado nas ruas da capital e em vilarejos xiitas como Malkiya, após a suspensão do estado de emergência no Bahrein
Mais de 20 pessoas foram mortas e mais de 200 ficaram feridas durante os protestos, que foram reprimidos pelas forças do governo. Dezenas de pessoas também foram presas. Grupos de direitos humanos dizem que houve relatos de torturas e que alguns presos estariam sendo julgados em tribunais militares secretos.

De acordo com a agência de notícias Reuters, ativistas de oposição chegaram a convocar protestos na Praça Pérola, na capital Manama e em vilarejos de maioria xiita perto da capital.

Mas, apesar do fim do estado de emergência, as autoridades barenitas mantiveram forte presença de militares e policiais nas ruas para dissuadir tais manifestações.

Reformas

O rei Hamad Al Khalifa, anunciou nesta quarta-feira que um diálogo nacional sobre reformas deve ter início no mês de julho.

Os manifestantes, em sua maioria muçulmanos xiitas, vêm pedindo reformas políticas e igualdade de direitos em relação à elite política do país, formada por islâmicos sunitas.

No auge dos protestos, o governo do Bahrein chegou a receber cerca de mil soldados vindos da vizinha Arábia Saudita, também governada por uma monarquia sunita, para conter os manifestantes.

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