Bahrein e Iêmen têm novo dia de protestos

Opositores marcharam com caixões simbólicos na capital bareinita, Manama; presidente iemenita prometeu proteger manifestantes

iG São Paulo |

Centenas de manifestantes marcharam nesta quinta-feira pelo centro histórico de Manama, capital do Bahrein, pela primeira vez desde o início da revolta popular no país, em 14 de fevereiro. 

Os manifestantes saíram do acampamento da praça Pérola, transformada em quartel-general do movimento, carregando sete caixões simbólicos para lembrar os sete mortos durante a repressão aos protestos.

AFP
Em Manama, manifestantes xiitas lembram mortos em protestos contrários à monarquia sunita do Bahrein
"A marcha se dirige para Bab al Bahrein, o centro histórico de Manama, informou um dos organizadores, Hani al Kaffas. "A praça Pérola continua sendo nosso lugar principal de manifestações, mas nosso movimento deve ganhar o resto do território do Bahrein", acrescentou.

Não havia presença das forças de segurança, apenas um helicóptero que sobrevoava a passeata, integrada por cerca de 3 mil pessoas, segundo fontes não oficiais. Os manifestantes voltaram a exigir o fim da dinastia sunita, representada atualmente pelo rei Hamad bin Isa Al Khalifah, que governa há mais de dois séculos o pequeno país do Golfo, majoritariamente habitado por xiitas.

Iêmen

Nesta quinta-feira, em meio aos protestos, o presidente Ali Abdullah Saleh ordenou às forças de segurança que protejam os manifestantes, depois de choques em protestos populares com ao menos 15 mortes, anunciou a agência oficial Saba.

"O chefe de Estado deu ordens aos serviços de segurança para impedir os confrontos entre os participantes nas passeatas a favor ou contra as autoridades, e para a adoção de dispositivos para prevenir qualquer enfrentamento entre os dois lados", afirma um comunicado. Saleh afirmou que o governo "continuará protegendo o direito de reunião pacífica dos cidadãos".

Dois manifestantes morreram na quarta-feira em um ataque contra um protesto em Sanaa por parte de simpatizantes do governo.

Nesta quinta-feira, o desempregado de 27 anos que colocou fogo no corpo em 20 de fevereiro no sul do Iêmen faleceu em um hospital de Aden em consequência dos ferimentos. Abdallah Mohamed Qasem jogou cinco litros de gasolina no corpo antes de atear fogo em Shaleh, ao norte de Áden.

*Com AFP

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