Bahrein diz ter destruído pacote do Reino Unido com material explosivo

Dia também é marcado por confrontos entre as forças de segurança e os manifestantes xiitas na praça Pérola

iG São Paulo |

O Bahrein disse na quarta-feira que destruiu um pacote suspeito no aeroporto do país, dias depois de uma explosão ter sido registrada nas proximidades da Embaixada do Reino Unido Unido no país.

O Ministério do Interior afirmou que está investigando o pacote-bomba, enviado da Grã-Bretanha via Dubai. A chancelaria britânica disse estar ciente dos relatos sobre o envio de explosivos para o Bahrein, e prometeu investigar o caso.

Leia também: Bahrein registra explosão perto da embaixada britânica

Reuters
Fumaça de gás lacrimogênio é vista depois que manifestantes tentam se reunir na praça Pérola em Manama

O pacote, que em princípio acreditava-se tratar de um explosivo, continha, na verdade, materiais para a fabricação de bombas.

Também na quarta-feira, nos arredores da praça da Pérola - que deve seu nome a uma estátua derrubada pelas forças de segurança durante a repressão a protestos da maioria xiita do país -, tropas de choque brandindo cassetetes usaram gás lacrimogêneo para impedir que manifestantes se aproximassem do local.

"Há pelo menos 100 jipes da polícia tentando impedir os participantes de uma passeata de chegarem à praça da Pérola", disse um ativista à Reuters por telefone. "Eu vi umas dez pessoas sofrendo pela inalação de gás lacrimogêneo, e houve mais ou menos três detenções."

Protestos iniciados em fevereiro levaram a monarquia sunita a pedir ajuda militar a países vizinhos. As novas manifestações começaram após cerimônias xiitas que aludem ao martírio do califa Hussein, neto do profeta Maomé, durante a batalha de Kerbala, no atual Iraque, no ano 680 da era cristã.

O Bahrein é um pequeno reino do Golfo Pérsico, com 70% de maioria xiita, que foi palco em 14 de fevereiro de uma série de protestos pedindo reformas democráticas a minoria sunita que governa o país.

A maioria xiita do Bahrein deu início a uma revolta em fevereiro, pedindo maiores direitos políticos no reino controlado pelos sunitas. Nos últimos dias, foi identificada uma onda de tensão no país, com manifestantes, aparentemente sunitas, vaiando e atirando pedras contra as procissões religiosas xiitas.

Com Reuters

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