Ativistas egípcios paralisarão protestos durante o Ramadã

Após mês do jejum, manifestantes prometem voltar a realizar atos exigindo reformas e punição para autoridades da era Mubarak

iG São Paulo |

AP
Manifestante mostra cartaz que diz "Justiça ou balas" durante protesto na praça Tahrir na noite de terça-feira (12/07)

Grupos políticos egípcios afirmaram neste domingo que vão suspender as manifestações na praça Tahrir, centro do Cairo, durante o mês do jejum muçulmano, conhecido como Ramadã, que começa nesta segunda-feira.

Milhares de egípcios fazem protestos diários por reformas democráticas mais amplas por parte do conselho militar que comanda o país. Eles também exigem punições às autoridades ligadas ao ex-presidente Hosni Mubarak, que deixou o cargo no início do ano após uma onda de manifestações.

Muitos egípcios estão cansados dos protestos, que atrapalharam o tráfego de veículos nos centros das cidades. O vigor muita vezes diminui durante o Ramadã, quando os muçulmanos jejuam do amanhecer ao pôr do sol, e que neste ano ocorrerá no auge do verão.

Os grupos dizem que vão continuar exigindo que o conselho militar que assumiu o poder após a renúncia de Mubarak acelere as reformas e o julgamento de ex-autoridades que enfrentam acusações de corrupção e assassinato.

Os partidários dos grupos estão acampados na Praça Tahrir, no centro do Cairo, e em outras regiões do país desde um protesto em 8 de julho.

Mais de 840 pessoas morreram nos 18 dias de manifestações que derrubaram Mubarak. A polícia usou balas de borracha e de verdade, gás lacrimogêneo e cassetetes contra os manifestantes.

Julgamento

Mubarak e seus filhos Alaa e Gamal serão julgados no Cairo no dia 3 de agosto. A confirmação foi dada nesta quinta-feira pela agência oficial Mena, citando uma fonte do Ministério da Justiça.

Tanto Mubarak como seus dois filhos, Alaa e Gamal, são acusados de abuso de poder e enriquecimento ilícito, assim como de envolvimento nos ataques contra os manifestantes durante a revolta popular que levou à queda de seu regime.

Além dos dois filhos de Mubarak, o empresário Hussein Salem, detido na Espanha, também será julgado na capital egípcia.

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