Ataques do Ocidente acertaram civis, alega Líbia

Rede oficial de notícias informou que ¿inimigo cruzado¿ alvejou residências na capital, Tripoli

iG São Paulo |

A rede oficial de notícias da Líbia informou neste sábado, após as forças do Ocidente lançarem as primeiras ofensivas ao país do norte da África, que áreas residenciais da capital, Tripoli, foram alvo de ataques aéreos do “inimigo cruzado”.

A afirmação foi feita pela TV estatal líbia. Não há informações, no entanto, sobre eventuais mortes de civis. Segundo a agência oficial líbia "Jana", as forças ocidentais promoveram ataques com mísseis e operações aéreas em Sirte, cidade-natal de Muammar Kadafi.

Em mensagem de áudio divulgada pela emissora oficial, após o início dos ataques, o líder líbio, Muammar Kadafi, ameaçou as forças aliadas com uma resposta militar e assegurou que o Mediterrâneo e o norte da África se transformaram em "uma zona de guerra".

O Ministério das Relações Exteriores líbio ameaçou com uma resposta militar contra as forças ocidentais no Mediterrâneo.

As forças aliadas entraram em ação neste sábado para impedir que o líder líbio mantenha seu ataque contra o reduto rebelde de Benghazi, no leste do país. EUA, Reino Unido e França bombardearam alvos na capital da Líbia, Trípoli, e em Misrata com o objetivo de implementar a zona de exclusão aérea prevista pela resolução do Conselho de Segurança da ONU de quinta-feira.

A ofensiva militar é a maior desde a invasão do Iraque, em 2003. Navios de guerra e submarinos dos Estados Unidos e Grã-Bretanha lançaram 112 mísseis de cruzeiro contra os sistemas antimísseis líbios e alcançaram cerca de 20 alvos, segundo informou o Pentágono. Segundo o almirante americano Bill Gortney, as operações dos EUA se concentraram, nesta primeira fase, na parte ocidental da Líbia.

O governo líbio anunciou um cessar-fogo na sexta-feira, mas desde o princípio os rebeldes e líderes da comunidade internacional se mostraram reticentes em relação ao anúncio. Neste sábado, a reportagem de BBC em Benghazi testemunhou a entrada de tanques das forças do coronel Khadafi na cidade. A agência de refugiados da ONU, Acnur, diz que está se preparando para receber 200 mil pessoas que tentam se afastar dos combates.

*Com informações da EFE

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