Ataques de 'gangues' e conflitos em protestos matam policiais na Síria

De acordo com TV estatal síria, ao menos 120 oficiais morreram na cidade de Jisr al-Shughour, no norte do país

iG São Paulo |

AP
Manifestantes carregam caixões de opositores mortos em conflitos com forces de segurança em Homs, na Síria (21/5/2011)
Grupos armados atacaram forças de segurança sírias na cidade de Jisr al-Shughour, no norte do país, matando ao menos 120 policiais e forças de segurança, em uma região em que o Exército tem reprimido protestos contrários ao governo nos últimos dias. Enquanto alguns teriam sido mortos por ataques de "gangues armadas", de acordo com a TV síria, outros foram morreram em confrontos em meio a protestos que pedem o fim do governo do presidente Bashar al-Assad. Um único ataque contra um posto de segurança teria deixado ao menos 82 mortos. 

Oito dos mortos seriam guardas que tentatavam proteger o prédio dos correios onde houve explosão causada por botijões de gás trazidos por homens armados. A emissora estatal denunciou também que atacantes usavam os residentes como escudos humanos e que se refugiaram em algumas casas de onde disparam em militares e civis. Além disso, acrescentou que moradores de Jisr al-Shughour pediram socorro e intervenção imediata do Exército.

Há informações de que comunicações foram cortadas nesta segunda-feira, mas elas não puderam ser confirmadas.

Segundo grupos de direitos humanos, ao menos 42 moradores foram mortos por forças de segurança sírias na cidade do norte do país em manifestações do fim de semana. O município e outras localidades da região também foram palco de bombardeios do Exército e disparos de forças de segurança e francoatiradores.

No Facebook, os chamados Comitês Locais de Coordenação na Síria no Facebook dizem ter havido divisões dentro do Exército e dos serviços de segurança, e que alguns desertores se refugiaram entre os moradores de Jisr al-Shughour.

No fim de semana, segundo testemunhas, forças de segurança dispersaram 1,5 mil manifestantes na noite de domingo.

ONU

Na sexta-feira, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, confirmou que a repressão na Síria já deixou mais de 1 mil mortos desde o início dos conflitos, que tiveram início em março, quando forças de segurança sírias passaram a reprimir manifestantes que protestam contra o governo de Assad.

Ao refletir a preocupação da comunidade internacional em relação à repressão do regime sírio contra opositores, Ban se disse extremamente preocupado com a "contínuas violações de direitos humanos", incluindo a morte de crianças, torturas e uso de escudos humanos.

De acordo com a rede de TV CNN, ao lembrar do "anúncio de autoridades sírias de anisitia e o estabelecimento de um comitê para estabelecer um diálogo nacional", Ban enfantizou que a "violenta repressão pelas forças de segurança e militares deve terminar imediatamente para que um diálogo inclusivo e genuíno (...) leve a reformas".

*Com AP, EFE, BBC e AFP

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