Assad promete reformas políticas e fim dos 'bandos armados'

Presidente sírio Bashar al-Assad acredita que bandos desestabilizam o país. No sábado, forças armadas atiraram contra multidão em funeral de líder curdo

iG São Paulo |

AP
Imagem TV mostra Bashar al-Assad dando entrevista à estatal, no último dia 21
O presidente sírio Bashar al-Assad afirmou, neste domingo, que seu regime preparava reformas políticas e ao mesmo tempo pretendia acabar com os 'bandos armados' que, segundo ele, procuram desestabilizar o país.

"As medidas que tomamos se concentram em dois focos: as reformas políticas e a luta contra os 'bandos armados', afirmou diante dos ministros de relações exteriores de Venezuela e Cuba, durante a reunião da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba).

Leia também: Forças sírias atiram contra multidão e matam em funeral de líder curdo

O anúncio foi realizado um dia depois que forças de segurança sírias dispararam contra uma imensa multidão de cerca de 50 mil pessoas que participava do funeral do líder curdo Mechaal Tamo, assassinado na véspera em Qamichli, nordeste do país. Outras oito pessoas que participavam de protestos anti-governo perderam a vida na repressão das forças da segurança do regime em outras partes do país, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), com sede na Grã-Bretanha, em um comunicado.

Medidas severas

Também neste domingo, o ministro das Relações Exteriores sírio, Walid al Muallem, advertiu que a "Síria vai adotar medidas severas contra qualquer país que reconheça ao Conselho Nacional Sírio" (CNS), ao que classificou de "ilegal". Em 2 de outubro, a oposição síria anunciou em Istambul, na Turquia, a criação do CNS, que reúne todas as tendências políticas opositoras e quer se transformar no representante da revolução síria dentro e fora do país. Apesar de suas declarações, Muallem assinalou que "a oposição está convidada a ser parte do diálogo para construir a Síria".

obre os recentes ataques a embaixadas sírias no exterior, o chefe da diplomacia avisou que o regime de Damasco vai atuar de forma recíproca se não for garantida a proteção às sedes diplomáticas de seu país em outros Estados. Além disso, Muallem fez menção à morte do líder opositor curdo Mashaal Tammo, assassinado na sexta-feira.

"Posso assegurar que o mártir Tammo foi assassinado por um grupo armado. Este homem era contra a corrente que pedia uma intervenção estrangeira. O objetivo deste assassinato foi criar um conflito no leste (da Síria) até agora modelo de coexistência durante a crise", assinalou o ministro. Milhares de pessoas estiveram no sábado no funeral de Tammo, membro do CNS, assassinado a tiros por desconhecidos dentro de sua casa em Qamishli, no nordeste.

*com AFP e EFE

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