Após condenação da ONU, Síria registra mais um dia de violência

Confronto entre agentes da segurança e desertores do Exército deixam mais de 15 mortos na região norte do país

iG São Paulo |

Um dia depois de o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) ter condenado a violenta repressão na Síria contra os manifestantes da oposição e ter anunciado que enviará um investigador ao país, a violência não cessou e deixou mais de 15 mortos no norte do país.

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Reuters
Crianças participam de passeata contra Bashar al-Assad no Líbano

A maioria das mortes ocorreu em decorrência dos confrontos entre as forças de segurança do presidente Bashar al-Assad e os desertores do Exército unidos em um movimento para derrubar os líderes atuais do poder. Segundo a ONU, o conflito na Síria evoluiu para uma guerra civil que já deixa mais de 4 mil mortos em oito meses.

As sanções econômicas e diplomáticas impostas pelos Estados Unidos, a União Europeia, a Turquia e a Liga Árabe não foram suficientes para evitar o derramamento de sangue.

Autoridades árabes iriam se encontrar no Catar para rever punições impostas pela Liga , inclusive a proibição de viagem de 17 oficiais sírios, entre o ministério e a segurança.

Muitas das sanções anunciadas no último domingo pelos vizinhos árabes da Síria foram efetivadas imediatamente, incluindo o corte das transações com o Banco Central da Síria e o congelamento de bens de autoridades.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos disse que o combate deste sábado começou por volta da meia-noite na cidade de Idlib, no norte do país, perto da fronteira turca. "Sete membros do exército e das forças de segurança morreram, incluindo um oficial," disse o grupo. "Três civis e cinco desertores também foram mortos."

Até há pouco tempo, o derramamento de sangue na Síria era provocado pelos agentes de segurança que disparavam contra manifestantes pacíficos, mas recentemente, há um crescente número de desertores pegando em armas para derrubar o regime.

Novembro foi o mês mais mortal da revolta, que teve início em março no contexto da Primavera Árabe , com, pelo menos 950 mortos, em batalhas e protestos, segundo informam grupos ativistas.

Com AP e Reuters

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