Angelina Jolie visita refugiados do norte da África em Lampedusa

Atriz homenageou migrantes que morrem ao tentar travessia do norte da África para a ilha localizada no sul da Itália

EFE |

A atriz americana Angelina Jolie chegou neste domingo a Lampedusa, onde visitou os refugiados do norte da África, em particular da Líbia, que se abrigaram na pequena ilha italiana. A atriz, que também participou de uma cerimônia em memória dos imigrantes que naufragaram no Mediterrâneo, chegou a Lampedusa por volta das 14h do horário local (9h de Brasília) em um avião particular procedente de Malta, segundo informaram os veículos de comunicação italianos.

Na agenda da atriz, há também uma visita ao centro de primeiro amparo aos refugiados na ilha, assim como à antiga base de Loran, onde atualmente há 300 menores que chegaram a Lampedusa desacompanhados.

AP
Angelina Jolie (à dir.) e o comissário da Acnur, António Guterres (2º à dir.), reúnem-se com imigrantes em Lampedusa
"É uma honra estar aqui nesta belíssima ilha. É a primeira vez que venho e espero voltar. Vocês não imaginam o que representou este ano para todas as pessoas que buscam ajuda desesperadamente", disse Angelina durante a homenagem aos mortos na travessia pelo Mediterrâneo.

"É difícil pensar quantas pessoas arriscaram e perderam suas vidas e as de suas crianças olhando este belíssimo mar. Vejo aqui famílias e penso o quão terrível deve ter sido a vida dessas pessoas para decidirem entrar nessas barcas, com o risco de morrer de fome ou se afogar", acrescentou. A atriz afirmou também que "é preciso mais tolerância no mundo" e agradeceu os italianos e os habitantes de Lampedusa por terem "mantido as fronteiras abertas".

A viagem de Angelina Jolie à ilha acontece por ocasião da celebração do Dia Mundial dos Refugiados, nesta segunda-feira, e na qualidade de embaixadora da Boa Vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

A atriz está acompanhada pelo alto comissário do Acnur, o ex-primeiro-ministro português António Guterres, que na manhã deste domingo se reuniu com as autoridades locais de Lampedusa. "Queria expressar meu profundo agradecimento ao povo de Lampedusa que durante tantos anos acolheu tantos refugiados e imigrantes. Além disso, quero louvar o trabalho das autoridades por seu modo de aplicar a definição de 'barcas em dificuldade' quando avaliam suas intervenções no mar", declarou Guterres.

O alto comissário do Acnur foi questionado a respeito do decreto aprovado pelo governo italiano na quinta-feira no qual se amplia de 6 para 18 meses o tempo de retenção dos imigrantes ilegais nos Centros de Identificação e Expulsão (CIE).

"Minha incumbência é a proteção dos refugiados, não a imigração em geral, sobre a qual cada um dos governos estabelece suas normas. Portanto, não corresponde a mim comentar essa medida", declarou Guterres.

"No entanto, nossa posição é a de que a retenção deve ser uma exceção. Em geral, pensamos que a gestão da migração de um modo organizado representa o ambiente mais adequado para a proteção dos refugiados e para as solicitações de asilo", disse.

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