Amigos e parentes se despedem de jornalista americana morta na Síria

Marie Colvin morreu em ataque na cidade de Homs no dia 22 de fevereiro, juntamente com o fotógrafo francês Remy Ochlik

iG São Paulo |

Centenas de pessoas assistiram nesta segunda-feira ao funeral da jornalista americana Marie Colvin , que morreu na Síria no dia 22 de fevereiro. A cerimônia ocorreu na pequena cidade de Oyster Bay, na ilha de Long Island, próximo a Nova York.

AP
Rosemarie Colvin (D), mãe da jornalista Marie Colvin, durante cerimônia fúnebre nesta segunda-feira
O caixão da jornalista chegou à igreja católica Saint Dominique, minutos antes de uma missa na pequena cidade a cerca de 50 km de Manhattan, onde a jornalista cresceu.

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A mãe da jornalista, Rosemarie, e seus irmãos estavam presentes, assim como vários outros parentes e admiradores anônimos, que prestaram a última homenagem à repórter de guerra de 56 anos, que morreu em um bombardeio em Homs, reduto da oposição síria, sitiada pelas forças do regime do presidente Bashar al-Assad.

O magnata Rupert Murdoch , proprietário do jornal Sunday Times, para o qual trabalhava desde 1985, também esteve presente.

Colvin será incinerada depois de uma cerimônia privada. Um velório já havia sido realizado no sábado e no domingo à noite na funerária de Oyster Bay.

Ataque

No ataque que matou Colvin, morreu também o fotógrafo francês Remy Ochlik , que fazia trabalhos para a revista Paris Match. Outros dois jornalistas estrangeiros - o repórter francês Edith Bouvier do Le Figaro e o fotógrafo britânico Paul Conroy do Sunday Times - ficado feridos.

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Nesta segunda-feira, a oposição síria denunciou um novo massacre na cidade de Homs, com pelo menos 47 mortos, muitos dos quais de mulheres e crianças. O "massacre" foi atribuído pelos militantes da oposição às forças do regime de Assad, enquanto a televisão estatal síria culpou "grupos terroristas".

AP
A jornalista americana Marie Colvin é fotografada na Praça Tahrir, no Cairo, durante cobertura da revolta popular egípcia (2011)
*Com AFP

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