Tribunal egípcio condena 36 universitários por apoiarem presidente deposto

Por Agência Brasil |

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Manifestantes enfrentarão quatro anos de prisão por terem participado de protesto violento a favor do ex-presidente islamista Mohamed Mursi

Agência Brasil

Um tribunal egípcio condenou hoje (11) 36 estudantes da universidade islâmica de Al Azhar a quatro anos de prisão por terem participado de manifestação violenta a favor do ex-presidente islamista Mohamed Mursi, destituído pelo Exército em julho de 2013.

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Os estudantes têm de pagar ainda multa de 30 mil libras egípcias (3,3 mil euros ou cerca de R$ 10 mil) por terem sido considerados culpados por bloquearem estradas e agredirem as forças de segurança durante uma manifestação organizada em dezembro de 2013.

Outro tribunal condenou no sábado (10) sete simpatizantes de Mohamed Morsi a prisão perpétua por terem participado de manifestações violentas na província de Qalioubiya, ao norte da capital Cairo, em agosto de 2013. Os sete foram acusados de terem atirado sobre pedestres, de resistência à autoridade e de bloqueio de uma estrada com barricadas de pedaços de madeira e de pneus.

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Desde a destituição e a prisão, em julho, do único presidente eleito democraticamente no Egito, os partidários de Morsi têm se manifestado – na maior parte das vezes de forma pacífica – para pedir o seu regresso ao poder, apesar da repressão que deixou mais de 1,4 mil mortos e provocou cerca de 15 mil detenções.

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