Negociadores sírios retomam conversas e oposição pede libertação de prisioneiros

Por Reuters |

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Governo e oposição se reuniram para um segundo dia de conversas na presença do mediador da ONU, que está tentando um acordo de paz

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As delegações do governo sírio e da oposição retomaram neste domingo (26) as conversações frente a frente, que se espera, lidarão com questões humanitárias, incluindo os pedidos para que Damasco liberte mulheres e crianças presas.

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Um porta-voz da ONU disse que os dois lados se reuniram para um segundo dia de conversas na sede da ONU em Genebra, na presença do mediador internacional, Lakhdar Brahimi, que está tentando um acordo de paz para por fim a quase três anos de conflito.

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Imagem fornecida pelo Gabinete de Mídia de Douma mostra sírio ao lado de corpos de vítimas mortas por suposto ataque químico. Foto: APCrianças afetadas por suposto ataque químico respiram com máscaras de oxigênio no subúrbio de Saqba, Damasco. Foto: ReutersSírios tentam identificar corpos depois de suposto ataque químico em Arbeen, subúrbio da Síria. Foto: APMenino que sobreviveu a suposto ataque químico chora em abrigo montado dentro de mesquita no bairro de Duma, Damasco. Foto: ReutersHomem e mulher velam corpos de sírios após suposto ataque com gás venenoso lançado pelas forças do regime de Assad. Foto: APJovem que sobreviveu a suposto ataque químico chora dentro de mesquita em bairro de Duma, Damasco. Foto: ReutersHomem, afetado pelo que ativistas dizem ser gás neurológico, respira com ajuda de máscara de oxigêneo em subúrbio de Damasco. Foto: ReutersImagem fornecida pelo Comitê Local de Arbeen mostra corpos de sírios enfileirados em Arbeen, Damasco. Foto: APSegundo ativistas da oposição, armas químicas teriam matado centenas. Foto: BBCSírios colocam corpos de vítimas de suposto ataque químico em vala comum em Hamoria, área nos subúrbios a leste de Damasco. Foto: Reuters

Brahimi disse que os dois dias de conversações do fim de semana vão se concentrar no que ele chamou de construção de laços de confiança, destinados a estabelecer um ambiente positivo antes das conversações mais difíceis de segunda-feira.

Ele descreveu as sessões de sábado, as primeiras reuniões frente a frente entre os inimigos em guerra, como um bom começo. No entanto, ele disse que pouco progresso foi feito em relação a um acordo para permitir que ajuda humanitária chegue ao centro da cidade de Homs, onde os rebeldes estão cercados pelas tropas do presidente Bashar al-Assad há 18 meses.

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A oposição disse que no domingo vai pedir a libertação dos detidos. Ela não deu detalhes, mas um diplomata ocidental disse que espera que o pedido se concentre nas mulheres e crianças.

Representantes do governo que chegavam para as negociações no domingo disseram que estavam preparados para discutir todas as questões apresentadas por Brahimi, mas que era um erro se concentrar em questões locais ou individuais. "Eles sugeriram Homs. Nós dizemos que todas as cidades da Síria são iguais e igualmente importantes", disse a jornalistas o Ministro da Informação da Síria, Omran Zoabi.

"O outro lado veio aqui para discutir um pequeno problema aqui ou ali. Nós viemos discutir o futuro da Síria", disse Bouthaina Shaaban, uma conselheira de Assad e integrante da delegação do governo sírio.

"Não viemos aqui para trazer alívio para uma região aqui ou uma região acolá. Nós viemos para restaurar a segurança e proteção para o nosso país", disse ela.

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