Manifestantes morrem em conflitos no aniversário de revolta no Egito

Por iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Egípcios vivenciam ataques violentos três anos após a queda do presidente autocrata Hosni Mubarak

Sete pessoas foram mortas durante manifestações contra o governo egípcio neste sábado, enquanto milhares de pessoas protestavam em apoio às autoridades conduzidas pelo Exército, destacando as irregulares rupturas políticas do país três anos após a queda do presidente autocrata Hosni Mubarak.

Conheça a home do Último Segundo

Aniversário: Três anos após Mubarak, Egito segue dividido e com futuro imprevisível

Egípcios comemoraram o terceiro ano sem o ditador Mubarak no poder (25/1/2014). Foto: APEgípcios comemoraram o terceiro aniversário da queda do ditador Mubarak  (25/1/2014). Foto: APCrianças, mulheres e adultos comemoram aniversário da queda de Mubarak no Egito (25/01/2013). Foto: APMulher comemora aniversário da revolta de 2011, quando Hosni Mubarak foi afastado do poder (25/01/2013). Foto: APEgípcios vão às ruas comemorar três anos sem Mubarak no poder (25/1/2014). Foto: APEgípcios fazem festa para comemorar o terceiro ano sem Mubarak . Foto: APCrianças, mulheres e adultos comemoram aniversário da queda de Mubarak no Egito (25/01/2013). Foto: APFestas, confusões e atentados marcam o aniversário de 3 anos da revolução egípcia (25/01/2013). Foto: APViolência marca comemorações de três anos da queda de Mubarak no Egito (25/01/2013). Foto: APAtentados deixaram mortos e feridos em Cairo (25/01/2014). Foto: APAtentados marcam comemorações do 3º aniversário da revolução no Egito (25/1/2014). Foto: APHomem é feriado no Cairo, no dia em que se comemora o 3º aniversário da queda de Mubarak. Foto: AP


Forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo e dispararam tiros para o alto a fim de tentar evitar que os manifestantes de oposição ao governo alcançassem a Praça Tahrir, o coração simbólico do levante de 2011 que depôs o ex-comandante da Força Aérea.

Enquanto a polícia tentava acalmar as ruas de Cairo castigadas por conflitos políticos, um carro-bomba explodiu perto de um acampamento policial na cidade egípcia de Suez, informaram as forças de segurança. Em seguida, os criminosos dispararam contra os militares que protegiam o local, deixando outros feridos.

Leia mais:

Bombas atingem Cairo, grupo ligado à Al Qaeda assume autoria

Novo julgamento do presidente deposto do Egito terá mais acusações

A explosão sugeriu que os militantes islamitas que se opõem ao general Abdel Fatah al-Sisi estão intensificando a revolta. Mas a crescente violência não prejudicou a popularidade do general.

Em vez de comemorar a queda Mubarak, um grande número de egípcios se reuniam na praça para jurar apoio ao chefe do Exército que depôs o primeiro presidente eleito livremente no ano passado.

AP
Egípcios fazem festa para comemorar o terceiro ano sem Mubarak


A comemoração voltada a Sisi destacou o desejo predominante desses egípcios por um militar decidido que usufrui da confiança deles para encerrar a agitação política que tem afetado o Egito desde a Primavera Árabe em 2011, e que também vem prejudicando a economia.

Mas um fim para a violência nas ruas não parecia estar à vista. Não muito distante da Praça Tahrir, policiais em uniformes negros empunhando rifles de assalto atiraram bombas de gás lacrimogênio em repressão aos protestantes anti-governo, durante aproximadamente duas horas.

AP
Homem é feriado no Cairo, no dia em que se comemora o 3º aniversário da queda de Mubarak


Quatro manifestantes foram mortos em diferentes partes da capital, para onde veículos blindados de combate foram enviados a fim de tentar manter a ordem, e qualquer um que tentasse entrar na praça tinha que passar por um detector de metais. Uma das pessoas foi morta no Cairo, onde a polícia dispersou com gás lacrimogéneo e fogo real uma concentração de islamitas e de liberais contra o poder.

*Com Reuters e Agência Brasil


Leia tudo sobre: egitomubarakcairoprimavera árabetahrir

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas