Síria ameaça deixar conferência de paz; diálogo entre rivais ocorre no sábado

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Inicialmente esperado para esta sexta, diálogo bilateral foi substituído por reuniões separadas entre os dois na Suíça

O diálogo direto entre o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, e a oposição apoiada pelo Ocidente que espera derrubá-lo foi agendado para sábado após ter sido cancelado previamente nesta sexta-feira, quando os dois lados se reuniram, em vez disso, com um mediador da ONU em salas e horários diferentes.

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AP
Chanceler da Síria, Walid al-Mouallem (C), chega para início das negociações na sede europeia da ONU em Genebra, Suíça

Quarta: Conferência sobre paz começa com impasse sobre futuro de Assad

O mediador da ONU, Lakhdar Brahimi, reuniu-se primeiro com a delegação do governo para então se encontrar com representantes da Coalizão Nacional Síria.

O anúncio do encontro de sábado aconteceu depois que o chanceler sírio, Walid al-Moallem, ameaçou se retirar das negociações. Segundo a TV, Moallem afirmou que, "se um diálogo sério não começar no sábado, a delegação síria partirá porque o outro lado não está sério ou pronto".

Os encontros separados foram um grande golpe para uma conferência de paz que está à beira do colapso desde que foi realizada pela primeira vez em 2012 como uma caminho para livrar o país da guerra civil, que começou há quase três anos como uma mobilização popular pacífica contra Assad.

Desde 2011: Relatório mostra tortura e execução de 11 mil detentos pela Síria

Bouthaina Shaaban, uma conselheira de Assad que viajou para Genebra para as negociações, culpou a oposição e questionou se ela está preparada para negociar o fim da violência.

Família síria acena a parentes após entrar em ônibus em direção a aeroporto para ir à Alemanha, onde foram aceitos como asilados temporários, em Beirute, Líbano (10/10). Foto: APTanque velho sírio é cercado por fogo após explosão de morteiros nas Colinas do Golan, território controlado por Israel (16/07). Foto: APCombatentes do Exército Sírio Livre carregam suas armas e se preparam para ofensiva contra forças leais a Assad em Deir al-Zor (12/07). Foto: ReutersCombatente do Exército Livre da Síria corre para buscar proteção perto de aeroporto militar de Nairab, em Aleppo (12/06). Foto: ReutersProtesto em Beirute contra a participação do Hezbollah na guerra síria (09/06). Foto: APFumaça é vista no vilarejo sírio de Quneitra perto da fronteira de Israel´(06/06). Foto: APLibanês foi ferido após segundo foguete de rebeldes sírios atingir sua casa em Hermel (29/05). Foto: APRefugiados sírios são abrigados em prédio da cidade turca de Reyhanli, perto da fronteira com a Síria (12/05). Foto: APHomens carregam ferido após explosão em cidade turca perto da fronteira síria (11/05). Foto: ReutersExplosão em cidade turca perto da fronteira com a Síria deixa dezenas de mortos (11/05). Foto: ReutersResidente caminha sobre destroços de prédios em rua de Deir al-Zor, Síria (09/05). Foto: ReutersCombatente do Exército Livre da Síria descansa em pilha de sacos de areia em campo de refugiados (06/05). Foto: APIsrael atacou instalações militares na área de Damasco, acusa Síria (05/05). Foto: BBCReprodução de vídeo mostra fumaça e fogo no céu sobre Damasco na madrugada deste domingo (05/05). Foto: APPresidente da Síria, Bashar al-Assad (D), visita universidade em Damasco (04/05). Foto: APReprodução de vídeo mostra corpos em Bayda, Síria (03/05). Foto: APBombeiros apagam fogo de carro em chamas em cena de explosão no distrito central de Marjeh, Damasco, Síria (30/04). Foto: APReprodução de vídeo mostra bombardeio em Daraya, Síria (25/04). Foto: APDruso carrega retrato do presidente sírio em que se lê 'Síria, Deus protege você', nas, Colinas do Golan (17/04). Foto: APFumaça e carros destruídos na praça Sabaa Bahrat, em Damasco, após explosão de carro-bomba (08/04). Foto: APMembro de Exército da Libertação da Síria segura arma em rua de Deir al-Zor (02/04). Foto: ReutersReprodução de vídeo mostra militantes do Exército Livre da Síria durante combates em Damasco (25/03). Foto: APManifestantes protestam contra Bashar al-Assad em Aleppo, na Síria (23/03). Foto: ReutersMesa de xeque Mohammad Said Ramadan al-Buti, aliado de Assad, é vista após ataque em Damasco (21/03). Foto: APSírio vítima de suposto ataque químico recebe tratamento em Khan al-Assal, de acordo com agência estatal (19/03). Foto: APSírias são vistos perto de corpos retirados de rio perto de bairro de Aleppo (10/03). Foto: APReprodução de vídeo mostra soldado do governo sírio morto em academia de polícia em Khan al-Asal, Aleppo (03/03). Foto: APHomem chora em local atingido por míssil no bairro de Ard al-Hamra, em Aleppo, Síria (fevereiro). Foto: ReutersMembro do Exército Livre da Síria aponta arma durante supostos confrontos contra forças de Assad em Aleppo (26/02). Foto: ReutersMembros de grupo islâmico seguram armas durante protesto contra regime em Deir el-Zor (25/02). Foto: ReutersMorador escreve em lápide nome de neta morta em ataque contra vila em Idlib, Síria (24/02). Foto: APChamas e fumaça são vistas em local de ataque no centro de Damasco, Síria (21/02). Foto: APRebeldes do Exército Livre da Síria preparam munições perto do aeroporto militar de Menagh, no interior de Aleppo (25/01). Foto: ReutersRebeldes da Frente al-Nusra, afiliada à Al-Qaeda, seguram sua bandeira no topo de helicóptero da Força Aérea da Síria na base de Taftanaz (11/01). Foto: APCrianças sírias viajam em caminhonete em Aleppo (02/01). Foto: Reuters

Infográfico: O que está em jogo para o Oriente Médio com a Síria

"Viemos aqui com a Síria e a população síria em nossa mente, enquanto eles vieram para cá com posições e cargos em mente", disse minutos depois antes de sua delegação entrar nos escritórios da ONU para a negociação com Brahimi.

Dia 17: Síria oferece trocar prisioneiros de guerra com forças da oposição

À Coalizão Nacional Síria, que é composta amplamente de exilados, falta influência em uma rebelião cada vez mais radicalizada, que tem se dividido pelo fluxo de militantes cada vez mais extremistas. Confrontos entre facções rebeldes deixaram 1,4 mil mortos nos últimos 20 dias, de acordo com ativistas, que também contabilizam mais de 130 mil mortos desde o início da rebelião, em 2011.

*Com AP

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