Explosões deixam ao menos seis mortos na capital do Egito

Por iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Entre os primeiros grandes ataques no Cairo desde o golpe contra Morsi, suicida lançou carro-bomba contra polícia

Quatro explosões atingiram importantes áreas ao redor do Cairo nesta sexta-feira, incluindo uma lançada por um suicida com um carro-bomba contra o quartel-general da polícia da cidade, deixando seis mortos nos primeiros grandes ataques na capital egípcia enquanto combatentes aumentam sua campanha depois do golpe de Estado contra o presidente islamita Mohammed Morsi.

Conheça a home do Último Segundo

AP
Policiais e bombeiros egípcios se reúnem em quartel-general depois de explosão no centro do Cairo

Cenário: Egípcios temem regresso do autoritarismo

Ninguém reivindicou responsabilidade pelos ataques, mas eles trazem a marca de extremistas islâmicos que aumentaram suas ações contra a polícia e o Exército desde o golpe de 3 de julho e a dura repressão contra a Irmandade Muçulmana, de Morsi.

As explosões aconteceram enquanto o país está em alerta pelo terceiro aniversário, em 25 de janeiro, do início do levante popular de 2011 que derrubou o líder autocrata Hosni Mubarak. Os partidários de Morsi prometeram usar o evento para ganhar um novo impulso em seus esforços para "acabar com o golpe".

Na quinta-feira, atiradores mascarados e guiando duas motos mataram cinco policiais egípcios em um ataque a um ponto de controle na Província de Beni Suef, a 100 quilômetros ao sul do Cairo. Além dos mortos, dois policiais ficaram feridos.

Referendo: Egípcios aprovam nova Constituição

A violência desta sexta começou quando um homem-bomba lançou um carro contra os blocos de cimento ao redor do quartel-general da polícia egípcia no centro do Cairo, deixando ao menos quatro mortos e 50 feridos. 

Vários andares do prédio de segurança máxima foram arruinados, enquanto o pavimento do lado de fora ficou cheio de vidro quebrado, pedaços e tijolos e pedras. A fachado do adjacente Museu de Arte Islâmica e uma corte de justiça também ficaram danificados, juntamente com lojas e carros na área.

O ministro do Interior egípcio, Mohammed Ibrahim, descreveu o ataque como um "vil ato terrorista" e prometeu que "ele não desencorajará a polícia de continuar sua dura guerra contra o terrorismo negro".

Cerca de duas horas depois, outra bomba atingiu um carro de polícia que fazia patrulha perto de uma estação do metrô próxima ao Centro de Cultura russo, deixando um morto e oito feridos.

Uma terceira explosão menor aconteceu na delegacia de polícia de Talbiya, a cerca de 4 km das famosas Pirâmides de Giza, mas não deixou vítimas. A quarta explosão aconteceu perto de um cinema, deixando um morto.

Pressão: Egito declara Irmandade Muçulmana como 'grupo terrorista'

O governo apoiado pelo Exército culpou a Irmandade por ataques anteriores e a designou como organização terrorista. O grupo caracterizou as acusações como sem fundamento.

Os ataques de maior relevância foi uma frustrada tentativa de assassinato do ministro do Interior no Cairo em setembro e um carro-bomba suicida em dezembro que deixou 16 mortos na sede de segurança em Mansoura, uma cidade no Delta do Níger.

Um grupo inspirado na Al-Qaeda chamado Ansar Beit al-Maqdis, ou os Campeões de Jerusalém, reivindicou responsabilidade pela maioria dos ataques recentes, dizendo que eles objetivam vingar as mortes de partidários de Morsi na forte repressão que já dura meses contra os manifestantes que pedem seu retorno ao poder.

*Com AP e Reuters

Leia tudo sobre: egitomorsimundo árabeprimavera árabeterrorismoqueda de morsi

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas