Declaração é feita após Teerã sugerir que aceita participar sem apoiar plano de transição política alcançado em 2012

Reuters

Os EUA afirmaram nesta segunda-feira que o Irã não seria bem-vindo a um encontro previsto para quarta-feira (22) para discutir o conflito sírio se não apoiar publicamente o acordo de Genebra de 2012, que defende um governo provisório para a Síria.

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Chanceler jordaniano e presidente do Conselho de Segurança da ONU, Nasser Judeh (D), conversa com secretário-geral da ONU em Nova York
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Chanceler jordaniano e presidente do Conselho de Segurança da ONU, Nasser Judeh (D), conversa com secretário-geral da ONU em Nova York

Ban Ki-moon: ONU convida Irã para diálogo de paz na Síria

"Isso é algo que o Irã nunca fez publicamente e é algo que estamos há tempo deixando claro que é necessário", declarou Jen Psaki, porta-voz do Departamento de Estado americano, em um comunicado. "Se o Irã não aceitar por completo e publicamente o comunicado de Genebra, o convite deve ser cancelado."

A afirmação dos EUA foi feita após o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ter convidado inesperadamente o Irã para participar da conferência de paz que será realizada na Suíça. O principal grupo de oposição síria reagiu afirmando que não participará se o convite ao Irã não for retirado.

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O Irã é o principal aliado internacional do presidente da Síria, Bashar al-Assad, e a participação do país na conferência tem sido um dos temas mais polêmicos do primeiro diálogo reunindo o governo de Assad e seus adversários.

Para aumentar as incertezas sobre a conferência, Assad disse que pode buscar a reeleição neste ano, descartando qualquer negociação sobre a sua saída do poder, a principal reivindicação dos seus opositores.

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O principal grupo sírio de oposição no exílio, a Coalizão Nacional, que só concordou em ir à Genebra 2 há dois dias, disse que vai voltar atrás se o convite ao Irã for mantido. "A Coalizão síria anuncia que não irá à Genebra 2 a não ser que Ban Ki-moon retire o convite ao Irã", dizia um post no Twitter, citando o porta-voz da coalizão, Louay Safi.

Ban declarou que o convite foi feito depois que o ministro do Exterior do Irã, Javad Zarif, disse que aceitava as resoluções de 2012. "O ministro Zarif e eu concordamos que o objetivo das negociações é estabelecer por consenso um governo transitório com poderes executivos plenos", afirmou o secretário-geral.

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"Ele me assegurou que, como todos os outros países convidados para o dia de abertura das discussões em Montreux, o Irã entende que a base para o diálogo é a implementação plena do comunicado de 30 de junho de 2012."

O Irã disse, no entanto, que compareceria às negociações sem ter aceitado qualquer precondição, aparentemente mantendo a sua posição tradicional.

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"Sempre rejeitamos pré-condições para comparecer à Genebra 2. Com base num convite oficial que recebemos, o Irã irá à Genebra 2 sem qualquer precondição", disse Marzieh Afkham, porta-voz do Ministério do Exterior, segundo citação da agência de notícias iraniana ISNA.

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