Síria oferece trocar prisioneiros de guerra com forças da oposição

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Chanceler sírio também diz ter apresentado à Rússia plano de cessar-fogo para aumentar a segurança em Aleppo

O ministro de Relações Exteriores da Síria, Walid al-Moallem, disse nesta sexta-feira que Damasco está pronto para trocar prisioneiros de guerra com as forças de oposição do país.

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Chanceleres sírio, Walid al-Moallem, e russo, Serguei Lavrov, caminham por corredor de mãos dadas para suas negociações em Moscou, Rússia

Observatório: Conflitos entre rebeldes rivais da Síria mataram mais de 1 mil

Moallem fez a declaração depois de se reunir em Moscou com seu homólogo russo, Serguei Lavrov. "Informei Lavrov de nossa posição em favor de um acordo para trocar aqueles mantidos em prisões sírias por aqueles que foram capturados pelo outro lado", afirmou. "Estamos prontos para trocar listas e desenvolver o mecanismo necessário para alcançar esses objetivos."

O chanceler sírio também disse que apresentou à Rússia um plano de cessar-fogo contendo "medidas para aumentar a segurança em Aleppo", uma zona de guerra localizada a 310 km da capital síria. Moallem afirmou esperar que o plano de cessar-fogo em Aleppo "sirva como um exemplo para outras cidades".

Disputa: Rebeldes sírios lutam entre si e desestabilizam fronteira com Turquia

Na quinta-feira, um grupo ativista afirmou que batalhas de duas semanas entre um grupo afiliado à Al-Qaeda e um outro agrupamento rebelde opositor deixaram mais de 1 mil mortos em Aleppo.

Veja fotos do conflito sírio no ano passado:

Família síria acena a parentes após entrar em ônibus em direção a aeroporto para ir à Alemanha, onde foram aceitos como asilados temporários, em Beirute, Líbano (10/10). Foto: APTanque velho sírio é cercado por fogo após explosão de morteiros nas Colinas do Golan, território controlado por Israel (16/07). Foto: APCombatentes do Exército Sírio Livre carregam suas armas e se preparam para ofensiva contra forças leais a Assad em Deir al-Zor (12/07). Foto: ReutersCombatente do Exército Livre da Síria corre para buscar proteção perto de aeroporto militar de Nairab, em Aleppo (12/06). Foto: ReutersProtesto em Beirute contra a participação do Hezbollah na guerra síria (09/06). Foto: APFumaça é vista no vilarejo sírio de Quneitra perto da fronteira de Israel´(06/06). Foto: APLibanês foi ferido após segundo foguete de rebeldes sírios atingir sua casa em Hermel (29/05). Foto: APRefugiados sírios são abrigados em prédio da cidade turca de Reyhanli, perto da fronteira com a Síria (12/05). Foto: APHomens carregam ferido após explosão em cidade turca perto da fronteira síria (11/05). Foto: ReutersExplosão em cidade turca perto da fronteira com a Síria deixa dezenas de mortos (11/05). Foto: ReutersResidente caminha sobre destroços de prédios em rua de Deir al-Zor, Síria (09/05). Foto: ReutersCombatente do Exército Livre da Síria descansa em pilha de sacos de areia em campo de refugiados (06/05). Foto: APIsrael atacou instalações militares na área de Damasco, acusa Síria (05/05). Foto: BBCReprodução de vídeo mostra fumaça e fogo no céu sobre Damasco na madrugada deste domingo (05/05). Foto: APPresidente da Síria, Bashar al-Assad (D), visita universidade em Damasco (04/05). Foto: APReprodução de vídeo mostra corpos em Bayda, Síria (03/05). Foto: APBombeiros apagam fogo de carro em chamas em cena de explosão no distrito central de Marjeh, Damasco, Síria (30/04). Foto: APReprodução de vídeo mostra bombardeio em Daraya, Síria (25/04). Foto: APDruso carrega retrato do presidente sírio em que se lê 'Síria, Deus protege você', nas, Colinas do Golan (17/04). Foto: APFumaça e carros destruídos na praça Sabaa Bahrat, em Damasco, após explosão de carro-bomba (08/04). Foto: APMembro de Exército da Libertação da Síria segura arma em rua de Deir al-Zor (02/04). Foto: ReutersReprodução de vídeo mostra militantes do Exército Livre da Síria durante combates em Damasco (25/03). Foto: APManifestantes protestam contra Bashar al-Assad em Aleppo, na Síria (23/03). Foto: ReutersMesa de xeque Mohammad Said Ramadan al-Buti, aliado de Assad, é vista após ataque em Damasco (21/03). Foto: APSírio vítima de suposto ataque químico recebe tratamento em Khan al-Assal, de acordo com agência estatal (19/03). Foto: APSírias são vistos perto de corpos retirados de rio perto de bairro de Aleppo (10/03). Foto: APReprodução de vídeo mostra soldado do governo sírio morto em academia de polícia em Khan al-Asal, Aleppo (03/03). Foto: APHomem chora em local atingido por míssil no bairro de Ard al-Hamra, em Aleppo, Síria (fevereiro). Foto: ReutersMembro do Exército Livre da Síria aponta arma durante supostos confrontos contra forças de Assad em Aleppo (26/02). Foto: ReutersMembros de grupo islâmico seguram armas durante protesto contra regime em Deir el-Zor (25/02). Foto: ReutersMorador escreve em lápide nome de neta morta em ataque contra vila em Idlib, Síria (24/02). Foto: APChamas e fumaça são vistas em local de ataque no centro de Damasco, Síria (21/02). Foto: APRebeldes do Exército Livre da Síria preparam munições perto do aeroporto militar de Menagh, no interior de Aleppo (25/01). Foto: ReutersRebeldes da Frente al-Nusra, afiliada à Al-Qaeda, seguram sua bandeira no topo de helicóptero da Força Aérea da Síria na base de Taftanaz (11/01). Foto: APCrianças sírias viajam em caminhonete em Aleppo (02/01). Foto: Reuters

A reunião entre os lados russo e sírio ocorreu antes de uma conferência de paz apelidada de Genebra 2, que começa na quarta-feira em Montreux, Suíça.

Sob pressão do Ocidente, a opositora Coalizão Nacional Síria se prepara para se reunir em Istambul para decidir se comparecerá ou não à conferência. O grupo está profundamente dividido, com seu bloco-chave - o Conselho Nacional Sírio - ameaçando boicotar o encontro.

Perfil: Conheça a trajetória do presidente da Síria, Bashar al-Assad

No entanto, 44 de seus 120 membros já declararam que não participarão. Alguns relutam em ir se o presidente Bashar al-Assad não for excluído de qualquer governo de transição, mas Damasco afirma que não há nenhuma precondição para o diálogo.

Embora a coalizão seja amplamente considerada no exterior com um representante legítimo do povo sírio, várias outras alianças opositoras e poderosos grupos islâmicos se recusam a reconhecer sua autoridade.

Infográfico: O que está em jogo para o Oriente Médio com a guerra síria

O conflito de quase três anos deixou mais de 100 mil mortos, enquanto estimados 2 milhões fugiram do país e 6,5 milhões estão desalojados internamente.

AP
Foto sem data divulgada em site em 14/1/2014 mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e Levante, vinculado à Al-Qaeda, em Raqqa, Síria

Na quinta-feira, Moallem e Lavrov se reuniram com autoridades do Irã. O chanceler russo quer que o Irã participe das negociações, mas o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, disse que Teerã primeiramente tem de concordar com a declaração final da Genebra 1, que pede uma transição política na Síria.

*Com AP e Reuters

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