Combatentes de grupo vinculado à Al-Qaeda disputam territórios com rebeldes que tentam derrubar Assad

Reuters

Duas semanas de confrontos deixaram mais de 1 mil mortos entre militantes ligados à Al-Qaeda e seus rivais rebeldes, disse um grupo de monitoramento nesta quinta-feira, de longe o mais sangrento conflito interno desde o início da revolta.

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Foto sem data divulgada em site em 14/1/2014 mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e Levante, vinculado à Al-Qaeda, em Raqqa, Síria
AP
Foto sem data divulgada em site em 14/1/2014 mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e Levante, vinculado à Al-Qaeda, em Raqqa, Síria

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O levante contra o presidente Bashar al-Assad evoluiu para uma guerra civil após uma repressão contra protestos pacíficos e agora mobiliza vários grupos contrários ao governo e, cada vez mais, conflituosos entre si.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos , um grupo oposicionista de monitoramento, afirmou que 1.069 foram mortos em confrontos e execuções desde o início do combate entre o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), ligado à Al-Qaeda, e rivais de forças rebeldes de Aleppo, no início deste mês.

A conta inclui 130 civis, 21 dos quais executados pela EIIL em um hospital pediátrico que servia como base para o grupo em Aleppo, segundo o Observatório. Outros 608 mortos eram combatentes de grupos islamitas e de outros grupos menos ideologicamente marcados, que se juntaram às forças que enfrentam o EIIL.

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Combatentes da afiliada da Al-Qaeda contabilizaram 312 mortos, enquanto os 19 restantes não foram identificados, disse o Observatório.

Uma miríade de grupos rebeldes, incluindo uma aliança conhecida como Frente Islâmica, que reúne algumas das facções insurgentes mais poderosas da Síria, tem tentado expulsar o EIIL, também presente no Iraque.

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A impopularidade do EIIL tem aumentado entre os sírios por causa dos sequestros e assassinatos de oponentes e por seu objetivo de impor sua própria interpretação rígida da lei islâmica. O grupo também provocou a ira de outros rebeldes ao tomar território de insurgentes rivais.

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Os combates têm reduzido as fileiras rebeldes, com forças do governo tendo recuperado território em torno de Aleppo, mas há aparentemente um impacto limitado sobre a dinâmica geral da guerra, que permanece amplamente equilibrada.

Combatentes do EIIL conseguiram recapturar a maior Parte da província de Raqqa, no norte do país, e outras áreas da Província de Aleppo, que haviam sido perdidas no início da ofensiva rebelde.

Os confrontos internos à oposição têm afetado as principais regiões sob controle rebelde. As províncias centrais de Homs e Hama registraram alguns confrontos, mas o grosso dos embates acontece nas províncias no norte e leste de Aleppo, Raqqa, Idlib e Deir al-Zor.

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