Egípcios votam em referendo constitucional que deve aumentar poder de general

Por iG São Paulo |

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Pouco antes da abertura das urnas, bomba explode do lado de fora de corte judicial do Cairo sem deixar feridos

Egípcios votam nesta terça-feira no primeiro de dois dias de um referendo constitucional, a primeira votação desde que os militares derrubaram o presidente islamita Mohammed Morsi e um acontecimento que deve dar a largada para a candidatura presidencial do comandante do Exército, general Abdul Fattah al-Sissi.

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Pouco antes da abertura das urnas, um explosivo foi detonado do lado de uma de um corte judicial no bairro densamente povoado de Imbaba, no Cairo. A explosão danificou a frente do prédio e quebrou vidros nos prédios vizinhos, mas não deixou vítimas.

Há poucas dúvidas de que os egípcios, que realizaram enormes protestos nas ruas antes da deposição de Morsi, vão comparecer em grande número e votar "sim" no referendo de dois dias, um marco para o mapa desenhado pelo governo apoiado pelo Exército para o futuro do país.

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Sissi derrubou Morsi, o primeiro líder eleito democraticamente no Egito, em julho. Os adversários islamitas de Sissi o consideram o líder de um golpe que resultou na pior crise interna na história moderna do Egito e levou o país de volta ao que críticos chamam de Estado policial.

Mas muitos egípcios estão cansados da instabilidade política que assola o Egito e afundou a economia desde a revolta popular que derrubou o autocrata Hosni Mubarak em 2011, e veem Sissi como uma figura decisiva que pode restabelecer a estabilidade.

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Analistas dizem que o referendo também está se transformando em uma votação sobre a popularidade de um homem cuja imagem aparece em cartazes em todo o Cairo. Se concorrer à presidência, Sissi é amplamente o favorito.

O referendo marca a terceira vez que os egípcios votam em disposições constitucionais desde a revolta histórica contra Mubarak, e no geral é a sexta vez que eles vão às urnas desde sua queda.

A nova Constituição vai substituir a sancionada por Morsi há pouco mais de um ano, que também foi aprovada em referendo. O novo texto reforça instituições do Estado que desafiavam Morsi: os militares, a polícia e o Judiciário.

*Com Reuters e AP

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