Anúncio é passo crucial em operação internacional para destruir arsenal de regime de Assad até o meio deste ano

O primeiro carregamento de armas químicas deixou o porto sírio de Latakia em um navio dinamarquês nesta terça-feira, anunciou a chefe da missão conjunta da ONU e da Organização para Proibição de Armas Químicas (Opaq), a diplomata holandesa Sigrid Kaag.

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Navio norueguês Helge Ingstad (D) é visto a partir do navio dinamarquês Esbern Snare (E) entre o Chipre e a Síria antes de os dois se dirigirem ao porto de Latakia (5/1)
AP
Navio norueguês Helge Ingstad (D) é visto a partir do navio dinamarquês Esbern Snare (E) entre o Chipre e a Síria antes de os dois se dirigirem ao porto de Latakia (5/1)

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Segundo Kaag, o carregamento é composto de material bruto para produção de gás venenoso e foi retirado do país tendo como escolta fragatas chinesas, dinamarquesas, norueguesas e russas.

O anúncio marca um passo crucial na operação internacional para livrar o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad , de seu arsenal declarado de armas químicas até o meio deste ano. Assad está em guerra há quase três anos com rebeldes que tentam derrubar seu regime.

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A primeira tentativa de coletar as armas foi abortada depois que autoridades sírias fracassaram em entregar os químicos tóxicos para o ponto de coleta em Latakia.

A previsão é de que as armas sejam enviadas à Itália, onde serão carregadas em um navio da Marinha americana e transportadas para águas internacionais para destruição em um tanque de titânio especialmente criado a bordo.

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A remoção dos químicos mais perigosos é o primeiro passo de um acordo apoiado pela ONU para eliminar o estoque sírio . O acordo foi alcançado pelos EUA e a Rússia depois que foguetes com o gás neurológico sarin foram disparados em três vilas no cinturão agrícola de Ghouta, nos arredores da capital síria, Damasco, em 21 de agosto. Os ataques deixaram centenas de mortos .

As potências internacionais afirmaram que apenas as forças do governo tinham condições de lançar os ataques , mas Assad culpou os combatentes rebeldes.

*Com BBC e AP

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