Partidários de Irmandade Muçulmana incendeiam prédios de universidade no Cairo

Por iG São Paulo |

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Fogo é ateado em meio a confrontos da polícia com manifestantes na Universidade Al-Azhar; há um morto

Estudantes egípcios leais à Irmandade Muçulmana entraram em confronto com a polícia no campus da Universidade Al-Azhar no Cairo neste sábado e atearam fogo em dois edifícios, informou a emissora estatal. Fogo foi ateado na Faculdade de Negócios, onde os exames tiveram de ser adiados, e na Faculdade de Agricultura.

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Reuters
Partidário do Exército e da polícia joga de volta coquetel molotov contra estudantes pró-Morsi na Universidade Al-Azhar, no Cairo (27/12)

Sexta: Partidários da Irmandade entram em choque com a polícia no Egito

Um partidário da Irmandade, designada esta semana como organização terrorista pelo Estado, foi morto durante os choques, informaram funcionários do Ministério da Saúde.

O jornal estatal Al-Ahram disse que os confrontos começaram quando as forças de segurança jogaram bombas de gás para dispersar estudantes pró-Irmandade que bloqueavam a entrada de colegas nos prédios da universidade. Manifestantes jogaram pedras contra a polícia e colocaram fogo em pneus para conter o gás lacrimogêneo.

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A emissora de TV estatal transmitiu imagens de uma fumaça preta saindo de um dos edifícios e disse que "estudantes terroristas" teriam colocado fogo no prédio da faculdade de Arquitetura.

Al-Azhar, um respeitado centro de estudos islâmicos sunitas, tem sido há alguns meses cenário de protestos contra o que a Irmandade chama de "golpe militar" que depôs o islamita Mohammed Morsi como presidente depois de um ano no cargo. Desde a deposição, em 3 de julho, as autoridades têm reprimido a Irmandade.

Cerco: Líder deposto enfrentará novo julgamento sob acusação de terrorismo

Banida de quaisquer atividades desde setembro, a Irmandade foi declarada terrorista na quarta-feira após um ataque suicida contra uma sede policial no Delta do Nilo. O governo disse que o movimento estava por trás do ataque - acusação que o grupo rejeita.

AP
Partidário do presidente deposto Mohammed Morsi lança gás lacrimogêneo em direção a forças de segurança no Cairo, Egito (27/12)

Essa é a medida mais recente contra o grupo, que já teve milhares de membros, incluindo seus líderes, presos e postos em julgamento. A violência deixou três mortos na sexta-feira, enquanto a polícia entrava em confronto contra manifestantes no Cairo, Minya e no Delta do Nilo.

*Com Reuters e BBC

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