Condenado, Hisham Kandil foi pego quando tentava seguir ao Sudão. Ele não teria respeitado ordem judicial em 2012

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Forças de segurança do Egito prenderam nesta terça-feira (24) o ex-primeiro ministro islâmico do presidente Mohamed Morsi, que foi sentenciado a um ano de prisão por não ter seguido uma ordem judicial para reestatizar uma empresa têxtil.

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Egito envia ex-presidente Morsi para terceiro julgamento

Mohammed Morsi em reunião com o ministro Hisham Kandil no Cairo (22/07/12)
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Mohammed Morsi em reunião com o ministro Hisham Kandil no Cairo (22/07/12)

"Forças de segurança conseguiram prender Hisham Kandil, ex-primeiro ministro, concretizando um mandato da justiça contra ele. Ele foi preso em áreas montanhosas, ao lado de contrabandistas, tentando fugir para o Sudão", disse o ministro do Interior do Egito em um comunicado.

Kandil foi nomeado em julho de 2012 por Morsi, que venceu as primeiras eleições democráticas do Egito após a saída do presidente autocrático Hosni Mubarak, em 2011. Morsi foi deposto pelo exército em julho depois de protestos contra o seu governo.

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A decisão contra Kandil foi emitida em abril de 2012, quando Morsi ainda estava no poder e foi reforçado pela corte superior em setembro. O caso relaciona-se com a venda, durante a era de Mubarak, de uma empresa estatal para um investidor privado.

O governo militar lançou feroz repressão ao grupo da Irmandade Muçulmana de Morsi e seus aliados islâmicos, na qual centenas de pessoas foram mortas e milhares ficaram feridas. Também baniu a Irmandade, classificando-a de "organização terrorista".

Pelo menos 15 pessoas foram mortas em um ataque suicida que bombardeou um centro de segurança em Nile Delta, nesta terça-feira, na operação militar mais recente que se tornou comum no Egito após Mursi.

(Reportagem de Yasmine Saleh)

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