Projeto da Constituição do Egito preserva papel do Exército na política

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Texto bane partidos religiosos e autoriza Forças Armadas a nomearem ministro da Defesa, com mandato de oito anos

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A nova Constituição do Egito irá apoiar o papel dos militares e banir os partidos religiosos, de acordo com o esboço do texto concluído neste sábado, quase cinco meses depois que o exército depôs o presidente islâmico Mohamed Mursi. A Constituição, que deve ser submetida a referendo em dezembro, é parte de uma transição política planejada pelo exército antes das eleições parlamentares e presidenciais no próximo ano.

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AP
Membro da assembleia com cópia do projeto que será votado em dezembro

"Nas primeiras horas da manhã, a assembleia (alcançou) um consenso geral em relação aos artigos da Constituição", disse seu presidente, o ex-líder da Liga Árabe Amr Moussa, em entrevista à imprensa. A Assembleia Constituinte de 50 membros começou a votar para aprovar o texto, artigo por artigo. Assim que o processo for concluído, a assembleia irá submeter o documento ao presidente interino Adli Mansour, que estabelecerá uma data para o referendo.

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O esboço final, visto pela Reuters, elimina as emendas inspiradas pelos islamitas que estavam na Constituição, aprovada por um referendo durante o ano de Mursi no poder. A nova Constituição autoriza o Conselho Supremo das Forças Armadas a aprovar a escolha de um ministro da Defesa que serviria por oito anos a partir do momento que o texto se tornar lei.

O chefe do exército, o General Abdel Fattah al-Sisi depôs Mursi, da Irmandade Muçulmana, em 3 de julho. Sisi suspendeu a Constituição e uma assembleia foi nomeada para elaborar uma nova até 3 de dezembro.

(Por Asma Alsharif e Omar Fahmy)

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