Ataque de milícia na Líbia deixa 50 mortos; capital entra em greve

Por iG São Paulo |

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Residentes armados montam postos de controle em Trípoli para proteger bairros, temendo onda de violência

Residentes da capital da Líbia lançaram uma greve geral no domingo (17) depois de episódios de violência que deixou ao menos 50 mortos nesse fim de semana. As ruas de Trípoli estavam desertas, já que a maior parte do comércio e das escolas da cidade estava fechada.

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AP
Imagem feita em vídeo mostra um manifestante ferido sendo carregado em Trípoli, Líbia (15/11)

Padarias, farmácias, hospitais e postos de gasolina permaneceram abertos. Al-Sadat al-Badri, que é chefe do do conselho municipal de Trípoli, disse que a greve deve durar três dias.

Residentes armados montaram postos de controle em toda a cidade para proteger os bairros, temendo uma nova onda de violência.

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A agência estatal líbia Lana disse no domigo que a milícia de Misrata acusada de ser responsável pela morte de 43 pessoas na sexta em um protesto abandonou sua sede no bairro de Gharghour, ao sul de Trípoli.

Na noite de sábado, uma milícia afiliada ao governo, o Comando Central da Líbia, disse que estava no controle de Gharghour. Em comunicado lido no canal de televisão privado do país, a milícia declarou o bairro uma zona militar e prometeu entregá-la ao governo.

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As milícias de Misrata tem uma presença poderosa em Trípoli. Muitas delas transformaram vilas e complexos residenciais de oficiais da era Muamar Kadafi em acampamentos onde escondem armas.

O derramamento de sangue na sexta deixou Trípoli no limite. Quatro pessoas morreram no sábado em um confronto entre as milícias.

Desde a queda do ditador Muamar Kadafi em 2011, centenas de milícias - muitas das quais constam na folha de pagamento do governo - surgiram em toda a Líbia, cavando zonas de poder, desafiando a autoridade do Estado e lançando ataques violentos.

Com AP

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