Meta é vacinar 20 milhões de crianças na Síria e nos países vizinhos após o reaparecimento da doença na região

Reuters

Mais de 20 milhões de crianças serão vacinadas na Síria e em países vizinhos contra a poliomielite, num esforço para tentar impedir a disseminação da doença contagiosa que provoca paralisia, após o reaparecimento na região depois de 14 anos , disseram agências da ONU nesta sexta-feira (8).

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Crianças sírias recebem vacina contra pólio em acampamento para refugiados na cidade de Sidon, Líbano
AP
Crianças sírias recebem vacina contra pólio em acampamento para refugiados na cidade de Sidon, Líbano

A vacinação em massa contra a pólio, que pode se disseminar rapidamente entre crianças pequenas, já está em andamento no Oriente Médio, uma semana depois de a região ter sido declarada em emergência devido à pólio, informaram a Organização Mundial da Saúde (OMC) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

A ação terá como meta vacinar repetidamente 20 milhões de crianças em sete países e territórios, e será a mais longa resposta consolidada de imunização no Oriente Médio até hoje.

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"O surto da pólio na Síria não apenas é uma tragédia para as crianças, é também um alarme urgente, e uma oportunidade crucial para alcançar todas as crianças na idade de imunização, onde quer que estejam", disse o chefe da área de pólio da Unicef, Peter Crowley, em comunicado.

Crowley afirmou que o recente surto na Síria, confirmado na semana passada pela OMS, deveria "servir como uma firme lembrança aos países e comunidades de que qualquer lugar com a pólio é uma ameaça às crianças em toda a parte".

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A porta-voz da OMS Sona Bari disse que levará seis meses para a realização de repetidas campanhas para imunizar 22 milhões de crianças.

O primeiro surto de pólio desde 1999 na Síria já provocou paralisia em dez crianças e representa um risco para centenas de milhares de outras na região, segundo a OMS.

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