Diplomatas fazem esforço por conferência de paz síria em meio a caos humanitário

Por iG São Paulo |

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Enviados discutem formas de levar dois lados da guerra à mesa de negociações; 40% dos sírios necessitam de ajuda

Enquanto diplomatas discutem em Genebra, na Suíça, maneiras de levar os dois lados da guerra da Síria à mesa de negociações, a ONU afirmou nesta terça-feira (5) que 40% dos sírios necessitam de ajuda humanitária.

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A guerra no país tornou 9,3 milhões de sírios requerentes de ajuda da ONU e de outras organizações humanitárias. Jens Laerke, porta-voz do escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU em Genebra, também atualizou para 6,5 milhões o número de pessoas que, dentro do país, estão desabrigadas. "É um desastre e continua", disse Laerke.

Enquanto ele falava, o enviado da Liga Árabe para a ONU, Lakhdar Brahimi, realizava reuniões com autoridades da Rússia e dos EUA para avaliar as condições para que uma conferência de paz com o presidente sírio Bashar al-Assad e uma coalizão opositora do país fosse realizada no fim do mês em Genebra.

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Brahimi também planejava encontrar com autoridades do Reino Unido, França, China e quatro vizinhos da Síria que estão lidando com os problemas mais diretos do conflito, agora em seu terceiro ano. Segundo a ONU, mais de 100 mil pessoas morreram na guerra civil.

Diplomatas tentar retomar as negociações, que criaram um roteiro para a transição política síria elaborado no ano passado em Genebra por nações importantes, incluindo os cinco membros com poder de veto do Conselho de Segurança - EUA, Rússia, China, Reino Unido e França.

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O roteiro por uma transição política começa com o estabelecimento de um corpo de governo de transição com plenos poderes executivos e termina com eleições, mas não houve nenhum acordo sobre como implementá-lo. Um dos pontos mais delicados tem relação com o possível papel de Assad no futuro.

O ministro da Informação da Síria disse que a delegação do governo não está preparada para negociar a entrega de poder ou a formação de um governo de transição. Membros do grupo de oposição exilado apoiado pelo Ocidente insistem que Assad seja excluído da futura liderança da Síria para que aconteça qualquer negociação de paz.

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Em entrevista à TV estatal síria na segunda-feira (4), Omran al-Zoubi disse que a conferência de Genebra é parte de um processo político "e não a entrega do poder ou a formação de um corpo de governo de transição".

O conflito teve início como uma revolta em sua maioria pacífica contra o governo Assad em março de 2011, e, gradualmente, foi evoluindo para um conflito armado, depois que alguns opositores pegaram em armas para lutar contra a repressão do regime.

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No último ano, a guerra ganhou tons sectários com rebeldes predominantemente sunitas lutando contra o regime Assad, dominado por alauítas, um segmento do grupo xiita.

Com AP

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