General dos serviços de inteligência da Síria é morto por rebeldes

Por iG São Paulo |

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Jameh Jameh morreu em batalha contra membros de grupo ligado à Al-Qaeda; ataques matam 20 em Aleppo

Uma das mais poderosas autoridades do Exército da Síria foi morto em um confronto com extremistas islâmicos vinculados à Al-Qaeda em uma província rica em petróleo no leste do país, que é controlada por rebeldes, disse a TV estatal na quinta-feira.

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Major general Jameh Jameh foi morto em uma batalha contra militantes vinculados à Al-Qaeda em Deir el-Zour

O major general Jameh Jameh foi morto na capital de Deir el-Zour, onde ele foi chefe da inteligência do Exército, segundo a mídia estatal. Ele foi a autoridade de mais alta patente morta no conflito sírio em mais de um ano.

A TV estatal não forneceu detalhes de como ou quanto Jameh foi morto, mas apenas que ele morreu enquanto "cumpria sua missão de defender a Síria e seu povo".

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O Observatório Sírio de Direitos Humanos, sediado no Reino Unido, disse que Jameh foi morto por um atirador durante confrontos com rebeldes, incluindo membros da Frente Nusra, vinculada à Al-Qaeda.

O primo de Jameh, Haitham Jameh, afirmou à TV Al-Mayadeen, com base no Líbano, que o general foi morto quando uma bomba explodiu enquanto ele liderava suas tropas em uma operação em Deir el-Zour.

Ele foi o oficial sírio mais poderoso a ser morto desde julho de 2012, quando um ataque à bomba matou o ministro da Defesa e seu vice, que era cunhado de Assad. O ataque feriu também o ministro do Interior.

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Nesta sexta, ativistas sírios disseram que a província de Aleppo, no norte do país, foi alvo de um bombardeio que deixou ao menos 20 mortos. O Observatório Sírio de Direitos Humanos disse que o ataque ocorreu na cidade de Tel Aran.

O Observatório, que depende de uma rede de ativistas, disse que os civis foram mortos em dois incidentes separados. O grupo disse que sete pessoas morreram quando forças leais a Assad disparou contra seu carro. Outras 12 morreram em um bombardeio na cidade.

A guerra da Síria está em seu terceiro ano e já deixou mais de 100 mil mortos, segundo levantamento da ONU. Mais de 2 milhões foram forçados a buscar refúgio em outros países.

Com AP

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