Chanceleria diz que decisão dos EUA foi 'errada'; Kerry afirma que ajuda estaria condicionada à maior abertura

O Egito criticou nesta quinta-feira (10) a decisão tomada pelos EUA de suspender parte da ajuda econômica e militar ao governo egípcio na esteira da repressão à Irmandade Muçulmana .

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Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, faz pronunciamento durante coletiva em Kuala Lumpur, Malásia
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Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, faz pronunciamento durante coletiva em Kuala Lumpur, Malásia

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A medida adotada pelos EUA suspende o fornecimento de tanques e aviões de combate, mas assegura o apoio a atividades de contraterrorismo. O Egito é o segundo maior receptor de ajuda dos EUA, depois de Israel.

"A decisão foi errada. O Egito não vai se dobrar à pressão norte-americana e mantém o caminho para a democracia", disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Badr Abdelatty, em entrevista a uma rádio privada egípcia.

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Os EUA anunciaram na quarta-feira que suspenderiam o envio de tanques, caças, helicópteros e mísseis ao Egito, além de US$ 260 milhões em ajuda financeira, enquanto Washington avalia a situação da democracia e dos direitos humanos depois da tomada do poder pelos militares no país árabe. A decisão mostra a insatisfação americana com os rumos do Egito desde a deposição do presidente islâmico Mohamed Morsi, em 3 de julho.

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Nesta quinta-feira, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, disse que os EUA considerariam retomar ajuda ao Egito com base em comportamentos que incentivem a democracia através das eleições.

Falando logo após chegar à Malásia, Kerry disse que a suspensão de parte da ajuda para o país aliado não significa que Washington está cortando os laços com o governo egípcio apoiado pelo Exército.

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"O governo interino entende muito bem o nosso compromisso com o sucesso deste governo... e de forma alguma isso significa a retirada de nosso relacionamento ou um corte de nosso compromisso sério em ajudar o governo", disse Kerry. "Vamos continuar a cobrar que o roteiro continue a ser um objetivo principal para o governo interino, porque acredito que eles querem continuar a relação de uma forma positiva com os Estados Unidos."

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O secretário de Estado disse também que a restauração do auxílio dependerá de medidas a serem tomadas pelo governo egípcio para seguir em direção a uma transição política "Será com base em comportamentos e será com base no que acontecer ao longo do caminho nos próximos meses."

Com Reuters

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