Homens armados matam seis soldados no Cairo e ataque no Sinai mata 3; ao menos 51 morreram no fim de semana

Tiros disparados de um carro mataram seis soldados egípcios no leste do Cairo nesta segunda-feira (7) pouco depois que um ataque de carro-bomba perto de um posto de segurança em uma cidade perto de resorts turísticos ao sul do Sinai, deixando ao menos três mortos e dezenas de feridos.

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Forças de segurança do Egito e civis seguram um partidário do presidente deposto Mohammed Morsi perto da Praça Ramsis, no Cairo
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Forças de segurança do Egito e civis seguram um partidário do presidente deposto Mohammed Morsi perto da Praça Ramsis, no Cairo

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Também na segunda-feira, ao menos dois foguetes atingiram um complexo que abriga a principal estação de satélites em um subúrbio do Cairo, segundo informações de autoridades de segurança.

Os ataques ocorrem um dia depois que dezenas foram mortos em confrontos violentos durante as celebrações do feriado que marca o início da Guerra do Yom Kippur (1973), que opôs Egito e Israel.

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Um grupo salafista radical islâmico ameaçou em comunicado divulgado na sexta-feira (4) que mataria qualquer um que colaborasse com a ofensiva militar contra militantes no norte do Sinai, mas nem o grupo - ou qualquer outra facção radical - reivindicou a autoria dos ataques desta segunda-feira.

No leste do Cairo, seis soldados, incluindo um tenente, estavam fazendo patrulha em um caminhão perto da cidade de Ismailia quando homens armados mascarados em outro veículo abriram fogo, matando todos eles, segundo autoridades da segurança.

A explosão ao sul do Sinai na sede da segurança da cidade de el-Tor matou ao menos três e feriu 55, sinalizando que ataques de militantes islâmicos podem se tornar ainda mais comuns na já atingida região do Sinai.

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Os ataques desta segunda-feira ocorrem um dia depois que 51 manifestantes foram mortos em confrontos em todo o Egito entre as forças de segurança e partidários de Mohammed Morsi, presidente deposto no país em 3 de julho . Ao menos 40 das mortes aconteceram no Cairo, onde alguns bairros testemunharam horas de batalhas nas ruas entre a polícia e os manifestantes. Os confrontos fizeram a cidade parecer uma zona de guerra.

O islamita Morsi foi o primeiro presidente civil eleito livremente no Egito , sucedendo quatro líderes que comandavam o país desde os anos 1950 e que faziam parte do Exército. Mas após um ano no poder, Morsi enfrentou protestos massivos pedindo sua renúncia , acusando o grupo Irmandade Muçulmana de tomar conta da presidência. Em 3 de julho, o chefe do Exército, general Abdel-Fattah el-Sissi o derrubou.

Desde a queda de Morsi, o governo prendeu ao menos 2 mil membros da Irmandade Muçulmana, incluindo a maior parte de seus líderes.

Veja imagens do Egito desde a queda de Morsi:

Com AP

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