Manifestantes entram em confronto no Egito durante marcha pró-Morsi

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Polícia usou gás lacrimogêneo e fechou a Praça Tahrir, no Cairo, com tanques e cercas; ao menos 4 foram mortos

A tropa de choque da polícia do Egito usou gás lacrimogêneo e fechou a Praça Tahrir, no Cairo, e outras ruas importantes da capital do país nesta sexta-feira (4) em meio a confrontos entre partidários e opositores do presidente islamita deposto Mohammed Morsi que deixaram ao menos quatro mortos.

Egito: Tropas fazem ofensiva contra reduto islamita perto do Cairo

Até novembro: Egito estende estado de emergência por mais dois meses

AP
Partidários do presidente egípcio deposto Mohammed Morsi gritaram palavras de ordem contra o ministro da Defesa do país durante marcha

Carro-bomba: Ministro do Interior egípcio sobrevive a atentado no Cairo

Por incitar a violência: Presidente deposto do Egito irá a julgamento

Tropas cercaram a praça com tanques e cercas de arame farpado, impedindo o tráfego na região central nesta sexta, enquanto milhares de partidários de Morsi marchavam de vários distritos da cidade, com o intuito de se reunir na praça.

Em um comunicado, o grupo muçulmano Irmandade Muçulmana, que apoia Morsi e convocou a marcha desta sexta-feira, caracterizou a Praça Tahrir como a "capital da revolução". Foi no local que teve início a revolta que forçou a deposição do presidente Hosni Mubarak em 2011.

Forças de segurança também lançaram bombas de gás lacrimogêneo e disparam para o ar quando residentes e manifestantes começaram a jogar pedras uns contra os outros.

Beltagi: Egito prende importante político da Irmandade Muçulmana

Primavera Árabe: Golpe no Egito expõe desafio de islâmicos de se manter

Ao menos quatro manifestantes foram morto no Cairo e 40 outros ficaram feridos em todo o país, segundo uma autoridade do Ministério de Saúde do país. Também houve protestos em Alexandria, segunda cidade mais importante do país. 

O grupo egípcio Irmandade Muçulmana está fazendo mais protestos para coincidir com o dia 6 de outubro, data que o país marca o ataque do Egito contra Israel em 1973.

Desde a deposição de Morsi, quase 2 mil membros da Irmandade Muçulmana foram presos e centenas de partidários do ex-líder islamita foram mortos. Morsi está detido e incomunicável desde 3 de julho.  

AP
Partidário do presidente deposto Mohammed Morsi gritam palavras de ordem contra o ministro da Defesa Abdel-Fattah el-Sissi no Cairo, Egito

Com AP

Leia tudo sobre: egitomundo árabeprimavera árabequeda de morsimorsi

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas