Rússia retira diplomatas da Líbia após ataque contra embaixada

Por AP |

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Ministério das Relações Exteriores do país emitiu alerta para cidadãos evitarem viajar à Líbia após incidente

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A Rússia retirou nesta quinta-feira (3) todos os seus diplomatas e suas famílias da Líbia um dia após um ataque contra a embaixada russa e emitiu um alerta aos seus cidadãos para que evitem visitar o país.

O Ministério das Relações Exteriores afirmou que ninguém da equipe da embaixada ficou ferido no ataque de quarta, que ocorreu em resposta à morte de um oficial líbio da força aérea, supostamente assassinado por uma russa.

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Disparando tiros para o alto, um grupo armado invadiu a embaixada localizada na capital líbia, Trípoli, pulando o muro e quebrando um portão de metal. Um dos integrantes do grupo foi morto em uma troca de tiros e quatro outros ficaram feridos, segundo autoridades da Líbia.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Alexander Lukashevich disse em comunicado que Moscou decidiu esvaziar a embaixada depois que o chanceler líbio Mohamed Abdelaziz visitou o local e afirmou ao embaixador russo que não seria capaz de proteger a equipe.

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Lukashevich acrescentou que todos os funcionários da embaixada e suas famílias cruzaram a fronteira com a Tunísia com segurança nesta quinta. Ele afirmou que as autoridades líbias prometeram proteger os bens russos e tentar restabelecer o mais rápido possível as condições para o funcionamento seguro da embaixada.

Vários diplomatas de alto escalão vão permanecer na Tunísia para manter contatos com a Líbia, enquanto o resto dos funcionários da embaixada serão enviados de volta para Moscou nesta sexta, segundo Lukashevich.

Ele acrescentou que o Ministério das Relações Exteriores recomenda que cidadãos russos evitem visitar a Líbia.

O episódio de violência de quarta-feira provocou temores de que fosse uma repetição do ataque mortal contra o consulado americano em Benghazi que matou quatro americanos, incluindo o embaixador, em 2012. Na ocasião, no aniversário do ataque terrorista de 11 de setembro de 2001, militantes dispararam morteiros contra o consulado, cercaram o prédio e atearam fogo.

Uma autoridade líbia que não quis revelar sua identidade disse que o grupo armado de quarta-feira arrancou a bandeira russa que estava pendurada na sacada. Mas eles não conseguiram entrar em nenhum dos prédios da embaixada.

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