Corte ordena confisco de recursos, aprofundando campanha de enfraquecimento do grupo de islamitas

Reuters

Um tribunal do Egito proibiu nesta segunda-feira (23) a Irmandade Muçulmana de conduzir quaisquer atividades no país e ordenou o confisco dos recursos do grupo, aprofundando uma campanha para enfraquecer o movimento islâmico do presidente deposto Mohamed Morsi .

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Partidários do presidente egípcio deposto Mohammed Morsi protestam em Nasr City, no Cairo (13/9)
AP
Partidários do presidente egípcio deposto Mohammed Morsi protestam em Nasr City, no Cairo (13/9)

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"A corte bane as atividades da organização Irmandade Muçulmana e de sua organização não governamental, e todas as atividades que possa tomar parte e qualquer organização derivada dessas atividades", proferiu o juiz Mohamed al-Sayed.

A corte ordenou o governo a confiscar os fundos da Irmandade e administrar seus ativos congelados.

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O governo apoiado pelo Exército promove a maior perseguição em décadas contra o grupo islâmico , que diz ter um milhão de membros. Forças de segurança mataram centenas de seus apoiadores e perseguiram outros milhares desde a deposição de Morsi pelo Exército em julho, após grandes manifestações contra seu governo.

A Irmandade venceu eleições parlamentares e presidenciais após a derrubada do antigo autocrata Hosni Mubarak, em 2011.

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A derrubada de Morsi pelo chefe do Exército, Abdel al-Sisi, provocou uma crise política no país mais populoso do mundo árabe. A Irmandade insiste que houve um golpe militar para derrubá-la do poder.

A decisão do tribunal provavelmente vai levar mais membros da Irmandade para a clandestinidade e pode encorajar jovens islâmicos a pegarem em armas contra o Estado.

Veja imagens da crise no Egito após a queda de Morsi:


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