Prazo para Assad fornecer informações sobre arsenal termina hoje. Estima-se que ditador tenha cerca de mil toneladas de toxinas

A Siria terminou de entregar hoje (21) todos os dados sobre suas armas químicas à Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ). Segundo a organização, o ditador Bashar Al-Assad cumpriu neste sábado, último dia do prazo, o acordo de entregar a lista completa de seu arsenal. 

Ontem, Assad enviou à Organização para a Proibição de Armas Químicas uma "declaração inicial" detalhando seu programa de armas, afirmou a organização.

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Estima-se que a Síria tenha cerca de mil toneladas de toxinas que podem ser usadas como armas. O presidente sírio prometeu colocar seu estoque sob controle internacional e assinar o tratado de armas químicas, que prevê a destruição dos armamentos e suas instalações.

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AP
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Ontem, o porta-voz Michael Luhan afirmou à Associated Press que a declaração "está sendo revisada por nossa divisão de verificação". A organização não revelará detalhes do que foi colocado na declaração.

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A Organização para a Proibição de Armas Químicas, que monitora o tratado que proíbe armas químicas, está procurando formas de acelerar o processo para colocar o arsenal sírio de gases venenosos e agentes neurológicos em segurança para posterior destruição.

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Entretanto, os esforços diplomáticos para acelerar esse processo estão caminhando a passos lentos. Um encontro inicialmente marcado para domingo no qual o conselho executivo de 41 países da organização deveria discutir o acordo entre EUA e Rússia para livrar a Síria de armas químicas foi adiado nesta sexta-feira e nenhuma nova data foi estabelecida. Nenhuma razão foi dada pela organização pelo adiamento.

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Sob o acordo entre EUA e Rússia, alcançado no fim de semana em Genebra, inspetores da ONU devem retornar à Síria em novembro. Durante esse mês, eles completarão sua avaliação inicial sobre o arsenal químico que será destruído. O acordo prevê que todos os componentes do programa de armas químicas do país sejam removidos e destruídos em meados de 2014.


* Com Reuters e AP

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