Rebeldes sírios e grupo ligado à Al-Qaeda declaram trégua em cidade de fronteira

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Embates refletem profundas divisões entre os opositores que lutam para derrubar regime de Bashar al-Assad

Combatentes ligados à Al-Qaeda e um grupo rival de rebeldes sírios declararam trégua após dois dias de confrontos perto da fronteira com a Turquia, durante os quais militantes islâmicos invadiram uma cidade de fronteira, informaram os rebeldes nesta sexta-feira (20).

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AP
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Militantes do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isil), afiliado à Al-Qaeda, mataram na quarta-feira (18) ao menos cinco membros da Brigada Tempestade do Norte, um grupo rebelde que controla a fronteira.

Os confrontos continuaram na quinta-feira (19), acentuando as profundas divisões internas entre os rebeldes que lutam para derrubar o presidente sírio, Bashar al-Assad, em uma guerra civil que dura dois anos e meio.

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O conflito na cidade de Azaz foi um dois mais sérios entre rebeldes ideologicamente moderados e os membros do Isil, que, em grande parte, são combatentes estrangeiros. A violência na região levou a Turquia a fechar um portão na fronteira.

O acordo de cessar-fogo, publicado na página da Brigada Tempestade do Norte no Facebook e assinado por ambas as partes, foi intermediado pela influente Brigada Islamista Tawheed, que fica em Aleppo, cerca de 30 quilômetros ao sul de Azaz.

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Nesta sexta-feira, o principal grupo da oposição apoiado pelo Ocidente na Síria criticou os militantes ligados à Al-Qaeda e a expansão de sua influência no paíz, dizendo que a pressão dos jihadistas para estabelecer um Estado islâmico prejudica a luta dos rebeldes por uma Síria livre.

Em comunicado, a Coalizão Nacional Síria disse que as ações dos combatentes ligados à Al-Qaeda "contrariam os princípios que a revolução síria tenta alcançar" em sua luta contra o regime Assad. Os sírios são "moderados e respeitam o pluralismo religioso e político enquanto rejeita o extremismo cego", disse a coalizão.

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O comunicado também faz um alerta afirmando que combatentes islâmicos estão "fortalecendo suas posições" em regiões controladas pela oposição depois que pararam de combater as forças do regime sírio em várias frentes.

A coalizão acrescenta que tal presença "é perigosa para os civis e relembra a história de opressão do partido Baath, do Exército de Assad e da shabiha", uma milícia pró-regime. O partido Baath governa a Síria desde o golpe de 1963.

Com Reuters e AP

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