Tropas do Egito fazem ofensiva contra reduto islamita perto do Cairo

Por iG São Paulo |

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General foi morto após militantes islâmicos dispararem contra grupo de soldados em Kerdasa, reduto pró-Morsi

Forças de segurança do Egito usando tanques e helicópteros fizeram uma ofensiva contra uma cidade conhecida por ser um reduto islâmico fora do Cairo e próximo às pirâmides nesta quinta-feira (19) e foram alvo de tiros de militantes que estavam sobre os telhados das casas.

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AP
Forças de segurança do Egito protegem o corpo do General Nabil Farrag morto por militantes que abriram fogo em Kerdasa

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Um general caiu morto nos primeiros momentos da batalha, que começou às 6h (1h em Brasília). O general Nabil Farrag tinha acabado de conversar com seus homens, preparando-os para a incursão na cidade de Kerdasa, quando tiros foram disparados, segundo informaram um fotógrafo da Associated Press e um cinegrafista que estavam no local.

Soldados do Exército e policiais se posicionaram atrás de tanques e paredes para se proteger dos disparos. Farrag morreu com um tiro do lado direito de seu corpo, fora do alcance do colete à prova de balas. Ele ficou deitado na rua por cerca de 15 minutos, até que seus soldados conseguissem pegar seu corpo e carregá-lo até um hospital.

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O Ministério do Interior, para quem a polícia egípcia responde, anunciou a morte de Farrag.

A ofensiva a Kerdasa destaca a campanha do governo apoiado pelo Exército para reprimir redutos de partidários do presidente deposto do Egito Mohammed Morsi. No início da semana, uma força policial invadiu Dalga, uma cidade ao sul do Egito, para quebrar o poder dos militantes islâmicos que tomaram o controle do local depois que o Exército derrubou o governo Morsi em 3 de julho.

A cidade de Kerdasa testemunhou um ataque às forças policiais no mês passado, quando partidários de Morsi armados mataram 15 policiais e mutilaram seus corpos. O ataque foi parte de uma onda de violenta retaliação no país depois que as forças de segurança massacraram dois acampamentos de protestos em favor de Morsi no Cairo, deixando centenas de mortos.

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Na ocasião, os partidários de Morsi retiraram a polícia de Kerdasa, bloqueando as principais estradas. Autoridades identificaram mais de 140 suspeitos de envolvimento em mortes de policiais, inclusive membros do Gama Islamiya, grupo linha-dura que liderou uma insurgência armada nos anos 1990. O grupo depois renunciou à violência e se tornou um forte aliado de Morsi antes e durante seu ano no poder.

Nesta quinta, um grande número de soldados e policiais cercaram Kerdasa, bloqueando as entradas com tanques, enquanto as forças de segurança entravam na cidade. A TV estatal disse que as forças de segurança usavam alto-falantes pedindo para os residentes ficarem dentro de casa.

Veja imagens da violência no Egito:

Forças de segurança do Egito fazem guarda em frente da Universidade Islâmica Al-Azhar no Cairo (30/10). Foto: APForças de segurança do Egito e civis seguram um partidário do presidente deposto Mohammed Morsi perto da Praça Ramsis, no Cairo (7/10). Foto: APConfrontos entre apoiadores e opositores do presidente deposto do Egito, Mohamed Mursi, deixam mortos e feridos (6/10). Foto: Amr Abdallah Dalsh/ReutersPartidários do presidente egípcio deposto Mohammed Morsi gritaram palavras de ordem contra o ministro da Defesa do país durante marcha (4/10). Foto: APForças de segurança do Egito protegem o corpo do General Nabil Farrag morto por militantes que abriram fogo em Kerdasa  (19/9). Foto: APPartidários do presidente egípcio deposto Mohammed Morsi protestam em Nasr City, no Cairo (13/9). Foto: APExército do Egito ataca militantes islâmicos no norte do Sinai (7/9). Foto: APPessoas observam carro queimando momentos depois que um atentado à bomba atingiu o comboio do ministro do Interior do Egito, Mohammed Ibrahim (5/9). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi cobram para se proteger de gás lacrimogêneo lançado por polícia no Cairo, Egito (30/8). Foto: APManifestantes que apoiam o líder deposto Mohammed Morsi ajudam ferido perto de Praça Ramsés, no Cairo (16/8). Foto: ReutersPartidário de Mohammed Morsi se desespera enquanto amigo que foi ferido pelas forças de segurança recebe tratamento em mesquita no Cairo, Egito (16/8). Foto: NYTEgípcios velam corpos de seus parentes mortos em massacre de quarta-feira na mesquita Al-Fath, no Cairo (16/8). Foto: APCivil carregando uma arma observa movimento da rua no bairro de Zamalek no Cairo, Egito (16/8). Foto: APPartidários de Mohammed Morsi gritam palavras de ordem contra Exército durante confrontos no bairro de Mohandessin, no Egito (14/8). Foto: APForças de segurança do Egito prende manifestantes durante remoção de acampamento de partidários do islamita Mohammed Morsi em Nasr City, Cairo (14/8). Foto: APHomem é ferido durante confronto no Egito (27/7). Foto: APPartidários do chefe do Exército egípcio, general Abdel-Fatah el-Sissi, se manifestam em ponte que leva à Praça Tahrir, no Cairo (26/7). Foto: APHomem de joelhos agita bandeiras do Egito  em uma ponte que leva à Praça Tahrir, no Cairo (26/7). Foto: APOpositores do presidente deposto Mohammed Morsi carregam amigo ferigo em confrontos com partidários de Morsi no Cairo (23/7). Foto: APOponentes do presidente deposto Mohammed Morsi queimam pôsteres com sua foto durante confrontos no Cairo, Egito (22/03). Foto: APEgípcio com uma pistola e opositores do presidente Mohammed Morsi detêm um suposto partidário de Morsi que foi ferido em confrontos no Cairo (22/7). Foto: APPartidários do presidente deposto do Egito Mohammed Morsi jogam pedras em opositores de Morsi durante confrontos em uma ponte no centro do Cairo (15/7). Foto: APMembros da Irmandade Muçulmana protestam com máscaras de Morsi no Cairo, no Egito (13/7) . Foto: ReutersPartidária de Mohammed Morsi coloca faixa na cabeça (12/7). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi rezam depois da quebra do jejum durante o mês sagrado do Ramadã em Nasr City, Cairo, Egito (12/7). Foto: APPartidários do presidente deposto do Egito Mohammed Morsi seguram seus cartazes em protesto perto da Universidade do Cairo, no Egito (12/7). Foto: APVoluntários usando coletes amarelos protegem mulheres na praça Tahrir (8/7). Foto: APEgípcio chora do lado de fora de necrotério depois de carregar o corpo de seu irmão morto perto da Guarda Republicana no Cairo (8/7). Foto: APHomem mostra camiseta ensanguentada de partidário do presidente deposto Mohammed Morsi do lado de fora de hospital no Cairo (8/7). Foto: APMédico egípcio partidário de presidente deposto Mohammed Morsi é visto em hospital em Nassr City, Cairo (8/7). Foto: APCorpo de partidário de presidente deposto Mohammed Morsi é visto em ambulância no Cairo, Egito (8/7). Foto: APHomem chora em hospital improvisado depois de soldados e policiais abrirem fogo contra partidários de líder deposto Morsi (8/7). Foto: APOponentes do presidente deposto Mohammed Morsi se manifestam na Praça Tahir, no Cairo, Egito (7/7). Foto: APOponentes de Mohammed Morsi se reunem na Praça Tahir, no Cairo, no domingo (7/7). Foto: APEgípcias choram durante enterro de oponentes do presidente deposto Mohammed Morsi, que foram mortos durante confrontos no Cairo (6/7). Foto: APPartidária do presidente deposto Mohammed Morsi segura no Cairo retrato em que se leem: 'legitimidade é uma linha vermelha' e 'saia Sissi, Morsi é meu presidente' (6/7). Foto: APManifestantes contrários ao presidente deposto Mohammed Morsi arremessam pedras durante confrontos com membros da Irmandade e partidários de Morsi no Cairo (5/7). Foto: ReutersPartidários e oponentes do presidente deposto Mohammed Morsi entram em confronto na ponte 6 de Outubro, perto de Maspero, Cairo (5/7). Foto: APManifestantes islâmicos, um deles com o retrato do presidente deposto Mohammed Morsi, mostram mãos sujas de sangue após disparos do Exército no Cairo (5/7). Foto: APManifestantes que apoiam o presidente deposto Mohammed Morsi correm em meio ao gás lacrimogêneo lançado pelas forças de segurança no Cairo (4/7). Foto: ReutersPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi participam de manifestação perto da Universidade do Cairo, Egito (4/7). Foto: APPartidária segura pôster do presidente deposto Mohammed Morsi no qual se lê 'Sissi traidor', em referência ao chefe do Exército, em marcha em Nasser (4/7). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi gritam perto da praça da mesquita de Raba El-Adwyia, no Cairo (4/7). Foto: ReutersMembros da Irmandade Muçulmana e partidários de presidente deposto Mohammed Morsi protestam durante cerimônia de posse de líder interino no Cairo (4/7). Foto: Reuters

"Não haverá recuo até que a cidade esteja livre de terroristas", disse o porta-voz do Ministério do Interior, o general Hani Abdel-Latif, sobre a operação.

Segundo o general Medhat el-Menshawy, a polícia prendeu 55 suspeitos em Kerdasa. A agência de notícias oficial do Egito disse que entre os detidos estavam três homens suspeitos de envolvimento nas mortes de policiais. El-Menshawy também afirmou que ao menos 10 policiais ficaram feridos em dois ataques de granada.

Mais de mil pessoas morreram em episódios de violência desde 30 de junho quando milhões de egípcios tomaram as ruas para exigir a deposição de Morsi.

Com AP

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