Bashar al-Assad afirma a rede de TV americana que operação tem muitas complicações técnicas

O presidente da Síria Bashar al-Assad afirmou estar comprometido com um plano para destruir as armas químicas do país , mas afirmou que o processo pode levar cerca de um ano.

ONU:  Equipe de inspetores de armas químicas planeja retorno à Síria

Aliado:  Rússia diz ter recebido provas de que oposição usou armas químicas

Bashar al-Assad conversa com repórteres após viagem à França em 2010
AP
Bashar al-Assad conversa com repórteres após viagem à França em 2010

Na terça: Potências se reúnem na ONU para discutir resolução para a Síria

Rússia: Relatório da ONU não prova que Síria ordenou ataque químico

Em entrevista à televisão americana Fox News, Assad voltou a afirmar que suas forças não foram responsáveis por um ataque químico ocorrido na periferia de Damasco em 21 de agosto .

O plano de desarmamento da Síria foi delineado pelos EUA e pela Rússia na semana passada. O Ocidente deseja que o acordo seja sacramentado em uma resolução da ONU apoiada pela ameaça de uso de força militar, mas a Rússia se opõe.

Análise: Acordo enfraquece EUA ao legitimar Assad e dar vitória à Rússia

Sábado: Acordo entre EUA e Rússia prevê destruir arsenal químico sírio em 2014

"Muito sério"

Referindo-se à questão da destruição dos estoques de armas químicas da Síria, Assad disse que ela seria "uma operação muito complicada, tecnicamente". "E será preciso muito dinheiro, algo como cerca de um bilhão."

Autoridade da Síria: Acordo entre EUA e Rússia é 'vitória' para Damasco

Obama: 'EUA seguem preparados para agir se diplomacia com Síria fracassar'

"Então depende, é preciso perguntar aos especialistas o que eles entendem por ( processo ) rápido. Ele tem uma agenda. É necessário um ano, ou talvez um pouco mais."

As declarações de Assad ocorrem logo depois de um diplomata russo ter dito que Damasco cumprirá seu compromisso de eliminar suas armas químicas até a metade de 2014.

Desafio: Desmantelar arsenal químico sírio seria tarefa árdua

Primeiros passos: ONU recebe pedido da Síria para aderir à convenção

Após negociações na Síria, o vice-chanceler russo Sergei Ryabkov disse que o presidente Assad estava "muito sério" sobre o plano de desarmamento.

Ryabkov disse ainda que autoridades sírias lhe entregaram "evidência material" mostrando que os rebeldes estavam envolvidos no ataque com gás sarin ocorrido no mês passado. A informação contradiz alegações feitas pelos Estados Unidos de que o regime foi responsável pelo ataque.

Veja imagens do ataque químico de 21 de agosto:

Infográfico: O que está em jogo para o Oriente Médio com a guerra síria

O diplomata russo criticou a ONU por ter sido "parcial" em seu relatório recente sobre o ataque – uma alegação que a ONU negou.

Mais de 100 mil pessoas foram mortas desde que a guerra civil começou na Síria no início de 2011, segundo as Nações Unidas. Milhares de pessoas deixaram seus lares e até o país desde o início do conflito.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.