Secretário de Estado dos EUA foi a Jerusalém informar autoridades israelenses sobre acordo firmado com Rússia

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, enviou neste domingo (15) um forte alerta à Síria, dizendo que "a ameaça de força é real" caso o país não cumpra um acordo internacional fechado no sábado para que Damasco entregue suas armas químicas.

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Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, cumprimenta premiê israelense, Benjamin Netanyahu, após pronunciamento à mídia em Jerusalém
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Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, cumprimenta premiê israelense, Benjamin Netanyahu, após pronunciamento à mídia em Jerusalém

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Kerry fez um alerta durante uma passagem em Jerusalém, onde ele informou os líderes israelenses sobre o novo plano fechado entre EUA e Rússia para para a entrega das armas químicas ao controle internacional para 2014. Kerry afirmou que o acordo pode servir de exemplo para a comunidade internacional, como por exemplo para o suposto programa nuclear iraniano.

"Não podemos usar palavras vazias na condução das relações internacionais", disse Kerry.

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Os EUA vêm formulando sua resposta a um suposto ataque químico realizado pelas forças sírias que matou centenas de civis no mês passado. "Esses são crimes contra a humanidade e não podemos tolerá-los", alertou.

Em um acordo para evitar um possível ataque militar dos EUA, autoridades dos EUA e da Rússia alcançaram um ambicioso acordo no fim de semana exigindo o fornecimento de um inventáio sobre o programa de armas químicas da Síria dentro de uma semana. Todos os componentes das armas químicas do programa sírio devem ser removidos do país e destruídos em 2014.

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O acordo foi recebido com otimismo cauteloso em Israel, onde os líderes expressaram satisfação de que a Síria, país inimigo, entregue suas armas químicas, mas também pessimismo em relação ao cumprimento do acordo pelo presidente Bashar al-Assad.

Ao lado de Kerry, o premiê Benjamin Netanyahu elogiou o acordo e destacou sua crença de que o plano poderia ter profundas repercussões sobre o Irã, aliado próximo à Síria. 

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"O mundo precisa garantir que esses regimes radicais não tenham armas de destruição em massa, porque, como vimos na Síria, se regimes párias possuem armas de destruição em massa eles vão usá-las", disse.

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"A determinação que a comunidade internacional mostra em relação à Síria terá impacto direto no patrono do regime sírio, o Irã. O Irã precisa entender as consequências de seu contínuo desafio à comunidade internacional pela sua busca por armas nucleares", acrescentou.

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Kerry destacou que o acordo com a Rússia foi um mero "quadro" e que necessita da Síria para funcionar. 

Com AP

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