Entrada de Síria em tratado é parte de proposta russa para que país árabe evitasse intervenção militar dos EUA

A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou neste sábado que recebeu todos os documentos necessários para que a Síria se junte à convenção contra as armas químicas, o que deve acontecer a partir de 14 de outubro.

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Segundo diversos países, ataque com armas químicas teria matado centenas em agosto (21/8)
BBC
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"A Convenção entrará em vigor para a República Árabe da Síria no trigésimo dia após a data do depósito do instrumento de adesão, ou seja, em 14 de outubro de 2013," a assessoria de imprensa da ONU disse em comunicado.

Na quinta-feira (12), a ONU informou que tinha recebido uma carta da Síria demonstrando sua intenção de aderir à convenção internacional contra as armas químicas, algo que o governo de Bashar al-Assad garantiu como parte de um acordo para evitar um ataque dos EUA.

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O documento foi enviado à sede da ONU dois dias depois que a Síria anunciou que estava preparada para assinar o tratado internacional, o que há muito tempo rejeitava. A Convenção das Armas Químicas requer que todas as partes do tratado declarem e destruam quaisquer armas químicas que possuírem.

Neste sábado, os EUA e a Rússia chegaram a um acordo sobre o destino do arsenal químico sírio. O secretário americano de Estado, John Kerry, anunciou em Genebra, na Suíça, os seis pontos acordados Moscou para que a Síria entregue já na próxima semana uma lista com a relação de todo o seu arsenal químico. 

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A previsão dos países é que todo arsenal do regime Assad seja destruído até 2014. O acordo prevê também o retorno de inspetores à Síria até novembro. Se a Síria não concordar, o acordo estabelece uma resolução com amparo da ONU que imponha sanções ou uso de força militar.

No fim do mês passado, Obama ameaçou atacar militamente a Síria como retaliação ao ataque de 21 de agosto, dizendo que o uso de armamento químico não poderia passar incólume. Mas em uma reviravolta surpreendente, ele recuou do ataque para buscar apoio do Congresso , mas grande parte dos legisladores dos dois partidos parecia pouco disposta a aprovar a autorização para a intervenção.

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Depois que a Síria concordou com uma proposta russa de colocar suas armas químicas sob o controle internacional, Obama pediu ao Congresso para adiar a votação, permitindo negociações entre o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o chanceler russo, Sergei Lavrov.

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