Presidente americano elogia acordo firmado entre EUA e Rússia sobre entrega de armas químicas do regime Assad

O presidente dos EUA, Barack Obama, elogiou neste sábado (14) o acordo alcançado entre Washington e Moscou para colocar aas armas químicas da Síria em segurança para posterior destruição, mas alertou que os EUA seguem preparados para agir caso a tentativa de uma saída diplomática da crise fracasse. "Se a diplomacia falhar, os EUA continuam preparados para agir", alertou o presidente americano.

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Presidente Barack Obama faz pronunciamento à TV sobre Síria (10/9)
ASSOCIATED PRESSAP
Presidente Barack Obama faz pronunciamento à TV sobre Síria (10/9)

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Obama afirmou que o acordo entre os EUA e a Rússia é uma chance de destruir o arsenal químico que, segundo os EUA e mais de 30 países, foi usado pelo regime do presidente Bashar al-Assad para matar mais de 1,4 mil sírios em um ataque em 21 de agosto nos subúrbios de Damasco.

Assad nega as acusações e afirma que os rebeldes que lutam para derrubar seu governo há mais de dois anos foram os responsáveis pelo ataque. 

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"Eu elogio o progresso feito entre os EUA e a Rússia através de nossas conversas em Genebra, que representam um passo importante e concreto em direção ao objetivo de colocar as armas químicas da Síria sob controle internacional para serem finalmente destruídas", disse Obama em comunicado.

"( O acordo ) fornece a oportunidade para a eliminação das armas químicas da Síria de maneira transparente, rápida e verificável, que pode colocar fim à ameaça que essas armas repersentam não somente ao povo sírio, mas à região e ao mundo", disse.

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Obama ameaçou atacar militamente a Síria como retaliação ao ataque de 21 de agosto, dizendo que o uso de armamento químico não poderia passar incólume. Mas em uma reviravolta surpreendente, ele recuou do ataque para buscar apoio do Congresso , mas grande parte dos legisladores dos dois partidos parecia pouco disposta a aprovar a autorização para a intervenção militar.

Depois que a Síria concordou com uma proposta russa de colocar suas armas químicas sob o controle internacional, Obama pediu ao Congresso para adiar a votação , permitindo negociações entre o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o chanceler russo, Sergei Lavrov .

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O acordo anunciado por Kerry neste sábado em Genebra forneceu a Obama e ao Congresso uma forma de escapar de uma situação impopular. A maioria das pesquisas mostravam que os americanos se opunham à intervenção americana na Síria.

Obama disse que a comunidade internacional espera que a Síria cumpra com seus compromissos públicos de entregar o estoque de armas químicas.

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Alertando que mais trabalho será necessário apesar do "importante progresso" que o acordo representa, ele disse que os EUA continuarão a dialogar com a Rússia, com o Reino Unido, com a França e com as Nações Unidas para "garantir que o processo seja verificável e que haverá consequências caso o regime Assad não cumpra com o programado". 

Com AP

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