Segundo fontes americanas ouvidas pelo Wall Street Journal, material foi dispersado em 50 locais diferentes

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Uma unidade de elite que administra o programa sírio de armas químicas começou a espalhar o arsenal por dezenas de lugares do país, dificultando a localização desses armamentos, informou o Wall Street Journal.

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Crianças afetadas por suposto ataque químico respiram com máscaras de oxigênio no subúrbio de Saqba, Damasco
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Citando parlamentares e fontes oficiais dos EUA que falaram sob anonimato, o jornal disse em seu site na quinta-feira que a chamada Unidade 450 das Forças Armadas há meses está deslocando as armas para evitar sua detecção.

Agências de inteligência dos EUA e de Israel e autoridades do Oriente Médio acreditam que ainda sabem a localização da maior parte do arsenal, segundo a publicação. Mas "sabemos hoje menos do que há seis meses sobre onde estão as armas químicas", informou uma fonte.

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Os EUA e seus aliados acusam o governo de Bashar al-Assad de ter deixado mais de 1,4 mil mortos, incluindo centenas de crianças, em um ataque com armas químicas no dia 21 de agosto em subúrbios de Damasco. O governo sírio e sua aliada Rússia dizem que o ataque foi cometido por rebeldes.

Washington propôs um ataque punitivo , mas recuou nesta semana para discutir uma proposta russa  que colocaria o arsenal químico de Assad sob controle internacional, poupando o país árabe da ação militar norte-americana.

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Na quinta-feira, a ONU disse ter recebido um documento da Síria declarando sua adesão a um tratado global contra armas químicas, datado de 1997. Tal adesão era uma das condições previstas no plano russo, já aceito preliminarmente por Damasco.

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Segundo as fontes do Journal, os EUA estimam que a Síria possua mil toneladas de agentes químicos e biológicos, "embora possa haver mais". Tradicionalmente, esse arsenal era armazenado em alguns poucos lugares no oeste da Síria, mas o governo começou a dispersar o material há cerca de um ano, segundo as fontes.

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Os EUA, disseram as fontes, acreditam que o arsenal foi distribuído em até 50 lugares em todas as regiões da Síria. Os funcionários também disseram ao jornal que os planos dos EUA não preveem bombardeios diretos aos arsenais químicos, pois isso poderia liberar gases venenosos para áreas civis.

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