Rússia entrega aos EUA plano sobre armas químicas da Síria, dizem fontes

Por iG São Paulo |

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Projeto faz parte de proposta russa para que a Síria entregue seu arsenal para evitar possível ataque dos EUA

A Rússia entregou aos EUA seu plano em relação à entrega de armas químicas da Síria ao controle internacional, informou a imprensa russa nesta quarta-feira (11). O projeto faz parte de uma proposta russa para que a Síria, sua aliada, entregasse seu arsenal químico para evitar um possível ataque dos EUA.

A iniciativa fez com que o presidente dos EUA, Barack Obama, colcoasse em espera uma possível ofensiva militar contra o regime de Bashar al-Assad em favor de uma saída diplomática da Síria.

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Agências de notícia da Rússia citaram uma fonte dizendo que "entregamos aos americanos um plano para colocar as armas químicas na Síria sob controle internacional. Esperamos discutir o texto em Genebra". O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o chanceler russo, Sergei Lavrov se encontrarão na cidade suíça na quinta-feira para discutir a proposta.

Uma fonte russa ouvida pela agência Itar-Tass disse que o encontro seria bilateral e não envolveria a ONU. "Aparentemente, a reunião deve começar na quinta-feira e terminar na sexta-feira, embora não esteja descartado que possa durar até sábado."

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Segundo a agência Reuters, diplomatas disseram que os enviados para a ONU dos membros permanentes do Conselho de Segurança - Reino Unido, França, EUA, China e Rússia - se encontrarão em Nova York mais tarde nesta quarta.

O governo Obama e seus aliados consideram que o regime sírio foi responsável por um ataque químico realizado contra redutos rebeldes próximos a Damasco em 21 de agosto. Segundo os EUA, o ataque deixou mais de 1,4 mil mortos, incluindo mais de 400 crianças.

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Na terça-feira, o chanceler sírio Walid al-Muallem admitiu publicamente que a Síria possuía armas químicas e estabeleceu um claro compromisso ao plano da Rússia. "Estamos prontos para informar sobre a localização das armas químicas, suspender a produção das armas químicas e mostrá-las a representantes da Rússia, outros Estados e as Nações Unidas."

"Nossa adesão à iniciativa russa tem como objetivo suspender a posse de todas as armas químicas", completou.

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Em um discurso programado para ser um apelo à ação militar contra a Síria, o presidente Obama disse que o plano russo e a admissão por parte do governo sírio sobre as armas químicas "eram sinais encorajadores". "É muito cedo para saber se (o plano russo) será bem sucedido, e qualquer acordo deve verificar se o regime Assad mantém seus compromissos", disse.

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Falando do Pentágono durante cerimônias para marcar o aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001, Obama disse: "Que tenhamos a sabedoria de saber que enquanto a força as vezes é necessária, somente a força não pode construir o mundo que buscamos."

Veja imagens do conflito sírio desde o início do ano:

Família síria acena a parentes após entrar em ônibus em direção a aeroporto para ir à Alemanha, onde foram aceitos como asilados temporários, em Beirute, Líbano (10/10). Foto: APTanque velho sírio é cercado por fogo após explosão de morteiros nas Colinas do Golan, território controlado por Israel (16/07). Foto: APCombatentes do Exército Sírio Livre carregam suas armas e se preparam para ofensiva contra forças leais a Assad em Deir al-Zor (12/07). Foto: ReutersCombatente do Exército Livre da Síria corre para buscar proteção perto de aeroporto militar de Nairab, em Aleppo (12/06). Foto: ReutersProtesto em Beirute contra a participação do Hezbollah na guerra síria (09/06). Foto: APFumaça é vista no vilarejo sírio de Quneitra perto da fronteira de Israel´(06/06). Foto: APLibanês foi ferido após segundo foguete de rebeldes sírios atingir sua casa em Hermel (29/05). Foto: APRefugiados sírios são abrigados em prédio da cidade turca de Reyhanli, perto da fronteira com a Síria (12/05). Foto: APHomens carregam ferido após explosão em cidade turca perto da fronteira síria (11/05). Foto: ReutersExplosão em cidade turca perto da fronteira com a Síria deixa dezenas de mortos (11/05). Foto: ReutersResidente caminha sobre destroços de prédios em rua de Deir al-Zor, Síria (09/05). Foto: ReutersCombatente do Exército Livre da Síria descansa em pilha de sacos de areia em campo de refugiados (06/05). Foto: APIsrael atacou instalações militares na área de Damasco, acusa Síria (05/05). Foto: BBCReprodução de vídeo mostra fumaça e fogo no céu sobre Damasco na madrugada deste domingo (05/05). Foto: APPresidente da Síria, Bashar al-Assad (D), visita universidade em Damasco (04/05). Foto: APReprodução de vídeo mostra corpos em Bayda, Síria (03/05). Foto: APBombeiros apagam fogo de carro em chamas em cena de explosão no distrito central de Marjeh, Damasco, Síria (30/04). Foto: APReprodução de vídeo mostra bombardeio em Daraya, Síria (25/04). Foto: APDruso carrega retrato do presidente sírio em que se lê 'Síria, Deus protege você', nas, Colinas do Golan (17/04). Foto: APFumaça e carros destruídos na praça Sabaa Bahrat, em Damasco, após explosão de carro-bomba (08/04). Foto: APMembro de Exército da Libertação da Síria segura arma em rua de Deir al-Zor (02/04). Foto: ReutersReprodução de vídeo mostra militantes do Exército Livre da Síria durante combates em Damasco (25/03). Foto: APManifestantes protestam contra Bashar al-Assad em Aleppo, na Síria (23/03). Foto: ReutersMesa de xeque Mohammad Said Ramadan al-Buti, aliado de Assad, é vista após ataque em Damasco (21/03). Foto: APSírio vítima de suposto ataque químico recebe tratamento em Khan al-Assal, de acordo com agência estatal (19/03). Foto: APSírias são vistos perto de corpos retirados de rio perto de bairro de Aleppo (10/03). Foto: APReprodução de vídeo mostra soldado do governo sírio morto em academia de polícia em Khan al-Asal, Aleppo (03/03). Foto: APHomem chora em local atingido por míssil no bairro de Ard al-Hamra, em Aleppo, Síria (fevereiro). Foto: ReutersMembro do Exército Livre da Síria aponta arma durante supostos confrontos contra forças de Assad em Aleppo (26/02). Foto: ReutersMembros de grupo islâmico seguram armas durante protesto contra regime em Deir el-Zor (25/02). Foto: ReutersMorador escreve em lápide nome de neta morta em ataque contra vila em Idlib, Síria (24/02). Foto: APChamas e fumaça são vistas em local de ataque no centro de Damasco, Síria (21/02). Foto: APRebeldes do Exército Livre da Síria preparam munições perto do aeroporto militar de Menagh, no interior de Aleppo (25/01). Foto: ReutersRebeldes da Frente al-Nusra, afiliada à Al-Qaeda, seguram sua bandeira no topo de helicóptero da Força Aérea da Síria na base de Taftanaz (11/01). Foto: APCrianças sírias viajam em caminhonete em Aleppo (02/01). Foto: Reuters

Os debates em relação a uma possível resolução no Conselho de Segurança na Síria já começaram. A França propôs uma resolução que cita o Capítulo 7 da Carta da ONU, que permitiria o uso da força caso a Síria fracasse em cumprir o acordo. A projeto de resolução, obtido pela Reuters, estabelece um prazo de 15 dias para que a Síria entregue uma descrição completa das localizações e tipos de armas químicas que possui.

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A Rússia se opôs à resolução proposta pela França e acrescentou que o regime sírio não deve ser responsabilizado pelo ataque químico.

Com AP e BBC

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