Ataques atingem alvos militares e matam ao menos nove soldados no Sinai

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Ataques pode ser resposta à violenta ofensiva do Exército do Egito desde sábado contra região tumultuada

Em ataques quase simultâneos, suicidas detonaram explosivos colocados em seus carros perto de alvos militares na volátil região egípcia do Sinai nesta quarta-feira (11), deixando ao menos nove soldados mortos, afirmaram autoridades de segurança.

Inspirado na Al-Qaeda: Grupo assume responsabilidade por atentado a ministro

Cairo: Ministro do Interior egípcio sobrevive a atentado contra seu comboio

Reuters
Mesquita é destruída após ataques do Exército egípcio contra Sheikh Zuweid, na Península do Sinai (10/9/2013)

Desde sábado: Exército egípcio ataca militantes no Sinai

Os ataques na cidade de Rafah, na fronteira com a Faixa de Gaza, aparentam ser uma resposta mortal de insurgentes a uma repressão militar contra seus redutos no norte do Sinai, que deixou quase 30 mortos. Nenhum grupo reivindicou responsabilidade pelo ataque até o momento.

Ataques suicidas são um novo elemento na onda de violência política provocada inicialmente pelo golpe que depôs o presidente islamita egípcio Mohammed Morsi em 3 de julho, e foi intensificado por uma violenta repressão em acampamentos de protestos de seus partidários.

Primavera Árabe: Golpe no Egito expõe desafio de islâmicos de ficar no poder

Um dos dois ataques na cidade de Rafah derrubou um prédio de dois andares que abrigava o braço local da inteligência militar. Um número não específico de soldados ficou soterrado sob os escombros, afirmaram duas autoridades à agência Associated Press, sob condição de anonimato. Eles afirmaram que entre os feridos estavam 10 soldados e sete civis.

O segundo ataque atingiu um veículo blindado posicionado como parte de um posto de controle do Exército, localizado não muito longe da sede da inteligência. Autoridades afirmaram que os restos de dois suicidas foram recuperados. Autoridades afiramaram que um total de nove pessoas foram mortas nos dois ataques, mas não forneceram detalhes sobre quantos teriam morrido em cada um deles.

Morsi: Presidente deposto do Egito irá a julgamento por incitar a violência

Badie: Egito prende principal líder espiritual da Irmandade Muçulmana

O ataque ocorre menos de uma semana depois que um carro-bomba atacou o comboio que levava o ministro do Interior do Egito, responsável por comandar a polícia, no Cairo. Mohammed Ibrahim escapou sem ferimentos, mas a explosão provocou estragos na região.

Um grupo inspirado na Al-Qaeda e baseado no Sinai, Ansar Jerusalém, depois reivindicou responsabilidade pelo ataque contra o ministro. Se for verdade, seria a primeira vez que um grupo baseado no Sinai lança um ataque no coração do Cairo.

Reação: 'Prisão de líder não fará Irmandade perder o rumo no Egito'

Golpe no Egito: Leia todas as notícias sobre a queda de Morsi

A ofensiva militar contra o Sinai lançada no sábado foi a maior na região nos últimos anos. Autoridades disseram que, em três dias de ação, 29 militantes islâmicos foram mortos e outros 30 foram presos. Uma autoridade e dois soldados também foram mortos na operação.

Com AP

Leia tudo sobre: egitosinaipenínsula do sinaimundo árabeprimavera árabeataque

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas