Mas presidente vai ao Congresso pressionar por aprovação de plano original caso novos esforços fracassem

O presidente dos EUA, Barack Obama, expressou apoio na terça-feira (10) a um diálogo no Conselho de Segurança da ONU para encontrar uma saída diplomática que permitiria ao governo sírio evitar os possíveis ataques militares dos EUA caso entreguem seu arsenal de armas químicas , informou a agência Associated Press que ouviu fontes próximas a Casa Branca.

Ainda assim, o presidente vai ao Congresso pressionar pela aprovação de seu plano original de atacar o regime do presidente Bashar al-Assad caso os novos esforços fracassem. Obama também fará um pronunciamento à nação na noite de hoje.

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Presidente dos EUA, Barack Obama, caminha em direção à Sala Oval da Casa Branca em Washington
AP
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Obama discutiu o plano de diálogo na ONU com o presidente francês, François Hollande, e o premiê britânico, David Cameron, antes de encontrar senadores que estão cautelosos quanto a uma intervenção militar americana na guerra da Síria. Um grupo bipartidário de senadores está preparando uma resolução que pede que uma equipe da ONU remova as armas químicas da Síria, mas que permite uma ação militar dos EUA caso isso não ocorra dentro de um prazo a ser estabelecido.

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O governo Obama responsabiliza o regime sírio por um ataque químico mortal perto de Damasco no mês passado, que, segundo os EUA, deixou mais de 1,4 mil mortos .

A possibilidade de uma saída diplomática fez com que o governo Assad aceitasse rapidamente um plano proposto pela Rússia , sua principal aliada, para entregar seu estoque de armas químicas. O chanceler sírio Walid al-Moallem disse que seu governo concordou com a iniciativa russa para evitar "uma agressão dos EUA".

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O chanceler russo Sergei Lavrov disse que seu país trabalhava com Damasco para preparar um plano de ação detalhado, enquanto a França anunciou que proporá ao Conselho de Segurança uma resolução para verificar o desarmamento do país.

Nesta terça-feira, o secretário de Estado dos EUA John Kerry afirmou ao Congresso que os EUA ainda estavam aguardando uma proposta dos russos sobre como o plano funcionaria. Mas o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, reconheceu um potencial progresso. "Antes dessa manhã, o governo sírio nunca tinha nem reconhecido que possuía armas químicas. Agora eles admitiram", disse Carney ao canal MSNBC.

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A primeira votação no Congresso para autorizar o uso de força militar na Síria era esperada para esta quarta-feira, mas foi adiada para aguardar a proposta alternativa. Todas as partes, incluindo a Rússia, pareceram receber bem a chance de tentar uma outra solução.

Autoridades ocidentais estavam muito cautelosas de que essa nova proposta fosse uma possível tática do regime de Assad para ganhar tempo na Síria, cuja guerra civil deixou mais de 100 mil mortos e obrigou 2 milhões a buscar refúgio no exterior.

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Na segunda-feira, Obama afirmou a CBS que "a chave é, parafraseando Ronald Reagan, é que não apenas confiemos, mas também verifiquemos. A importância é garantir que a comunidade internacional tenha a confiança de que essas armas químicas estão sob controle, que elas não estão sendo usadas, que elas potencialmente sejam removidas da Síria e que sejam destruídas".

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Obama se recusou a dizer o que faria se os legisladores rejeitassem a proposta por ataques militares. A resolução original no Senado autorizaria ataques militares limitados por no máximo 90 dias e proíbe o uso de forças terrestres de atuar na Síria para combate. Muitos democratas e republicanos anunciaram sua oposição ao projeto na segunda-feira.

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Pesquisa feita pela agência Associated Press, 61% dos americanos querem que o Congresso vote contra uma autorização para ataques militares na Síria. A pesquisa, realizada entre os dias 6 e 8 de setembro tem margem de erro de 3,7 pontos percentuais.

O senador John McCain, um dos maiores defensores de uma intervenção na Síria, disse estar cético sobre as intenções da Rússia. "Mas não tentar também seria um erro", disse.

Com AP

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